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26/12/2023 às 10h32min - Atualizada em 31/12/2023 às 00h00min

Mesmo em queda, roubo de cargas ainda dá prejuízos

Perdas por cargas roubadas somam mais de R$ 1,2 bilhão no Brasil, de acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística. Unir logística e comunicação com motorista de caminhão é desafio do setor para gerenciamento de risco. Empresas investem alto em soluções.

DINO
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Caminhões sendo carregados na transportadora


O número de ocorrências de roubo de carga em São Paulo diminuiu nos sete primeiros meses de 2023. Conforme dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP), divulgados pelo site Brasil 61, na Grande São Paulo, de janeiro a julho, a queda foi de 17,7% na comparação com o mesmo período de 2022. O dado corrobora a pesquisa nacional Panorama do Roubo de Cargas no Brasil em 2022, da NTC&Logística (Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística), que já apontava uma queda de 9,1% em relação a 2021. Apesar da queda, em termos monetários, as perdas por cargas roubadas somam mais de R$ 1,2 bilhão em todo o país, de acordo com a entidade. 

Desde a aprovação da Lei Complementar nº 121/2006, o setor de transporte estabeleceu o Sistema Nacional de Combate ao Crime e se utiliza ferramentas cada vez mais eficazes, como sistemas de rastreamento e verificação da qualidade do transporte com acompanhamento em tempo real da localização, além de status das cargas, o que auxilia na identificação de possíveis problemas e na tomada de decisões rápidas para solucioná-los. Mas ainda esbarra em desafios de unir logística e comunicação, como compatibilidade de software com celulares antigos, quebrados ou com pouco espaço de dados dos motoristas de caminhão, quando empresários optam por uma tecnologia que não seja acoplada ao veículo.

“Isso é um dos problemas que mais se repete: aparelho de celular que quebra o tempo inteiro, com limitação da franquia de dados, entre outros. É preciso que se tenha algo robusto, desenvolvido especialmente para o dia a dia do motorista”, comenta Marcio Lira, CEO da AngelLira, empresa gerenciadora de riscos e gestão logística. “Isso é um dos problemas que mais se repete: aparelho de celular que quebra o tempo inteiro, com limitação da franquia de dados, entre outros. É preciso que se tenha algo robusto, desenvolvido especialmente para o dia a dia do motorista”, comenta Marcio Lira, CEO da AngelLira, empresa gerenciadora de riscos e gestão logística. “Esses desafios nos levaram a desenvolver um ‘workphone’, um smartphone feito para o trabalho do motorista resistente a temperaturas extremas de até 50°C. Desenvolvemos um telefone inquebrável com software de logística e gerenciamento de risco, mas sem comprometimento da franquia de dados, que é um dos grandes empecilhos dos profissionais. O desenvolvimento durou 2 anos, com mais de R$ 8 milhões em investimentos”, complementa.

Além de uma comunicação eficiente durante a jornada do motorista, que conta com uma franquia de dados disponível com acesso ilimitado aos principais aplicativos de comunicação e transporte, outra abordagem eficaz no combate ao roubo de cargas é manter parcerias sólidas entre os órgãos de segurança pública e o setor de transporte. O segmento precisa investir sempre em novidades tecnológicas que se mostrem efetivas e, para isso, é necessário adaptar as estratégias quando surgem novos desafios. Assim o setor de transportes se mantém em uma posição estratégica para enfrentar o problema, proteger suas cargas e continuar contribuindo com a redução nos índices de criminalidade nas estradas.



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