Lidar com culturas diferentes nem sempre é fácil, mas essa é uma habilidade que os freelancers dispostos a trabalhar para o exterior precisam desenvolver. Ao ter clientes globais, o profissional ganha a chance de aprimorar o currículo e conquistar projetos em nichos diversos; para isso, entender e adaptar-se à cultura profissional do cliente em questão é indispensável para se destacar e criar um networking sólido.
“Entender as peculiaridades de diferentes culturas pode ajudar e muito na comunicação. O cliente falar de maneira extremamente direta não significa grosseria, mas sim, praticidade. É importante ter isso em mente ao entender como cada país desenvolve a comunicação. Freelancers flexíveis perante cenários assim com certeza sairão na frente de outros talentos”, comenta Samyra Ramos, gerente de marketing na Higlobe, fintech de recebimentos para profissionais brasileiros que trabalham remotamente para os EUA.
A especialista orienta que, mesmo antes de fecharem contrato, os profissionais pesquisem sobre o país e a companhia, observando quais práticas aquela cultura tem no ambiente profissional, como questões de pontualidade, linguagem usada, gírias do mundo corporativo e métodos de produtividade. Dessa forma, podem se precaver ao entender as diferenças culturais que impactam a rotina do cliente.
Nesse sentido, a comunicação tem todo o peso sobre o desenvolvimento de uma boa ou má relação. Samyra explica que ser claro, objetivo, respeitoso e demonstrar interesse sobre o negócio do cliente faz toda a diferença. Sobretudo, é necessário ter paciência para lidar com diferentes ritmos de comunicação, respostas e feedbacks.
“Saber se relacionar é o ponto-chave de toda dinâmica com clientes. Às vezes a entrega pode não estar redonda ou trazendo os resultados esperados, mas manter a relação próxima e saber ouvir o cliente podem ser os elos que mantêm o contrato ativo”, comenta a executiva da Higlobe.
Ainda que o freelancer tenha dado seu melhor para adaptar-se ao cliente, também é importante manter uma cultura de feedback constante, de ambos os lados, seja sobre a clareza da comunicação ou sobre demandas do trabalho. Nos EUA, por exemplo, há uma forte cultura de realizar “dailys”, reuniões diárias para atualizar as tarefas do dia, principalmente em setores de TI. Estar preparado para esses momentos e ter em mãos as demandas pode facilitar e muito o relacionamento.
Dentro de todos esses fatores, Ramos reforça que a sensibilidade cultural nunca pode sair de vista. Evitar estereótipos nas conversas, ter a empatia, o diálogo e saber se posicionar quando necessário são pontos de atenção que todo freela deve praticar ao lidar com clientes do exterior. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
GIOVANA BRANDEBURSKI MACEDO
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