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Global Pays aposta no Pix para transformar o futuro dos pagamentos internacionais

Fintech fundada por brasileiros mostra como o meio de pagamento local está redefinindo o comércio cross-border e aproximando empresas estrangeiras do consumidor do Brasil

PEDRO SENGER
23/10/2025 00h48 - Atualizado há 1 mês
Global Pays aposta no Pix para transformar o futuro dos pagamentos internacionais
Foto: Freepik

O avanço dos pagamentos instantâneos está mudando não apenas a economia doméstica, mas também o comércio internacional. O Pix, criado pelo Banco Central do Brasil e que ultrapassou 42 bilhões de transações em 2024, segundo dados do próprio BC, vem se consolidando como o principal catalisador da nova fase do mercado cross-border. A facilidade, a liquidez imediata e a alta penetração entre os consumidores brasileiros transformaram o meio de pagamento em uma ponte essencial para negócios globais que desejam acessar o público do país.

Nesse contexto, a Global Pays, fintech fundada por brasileiros nos Estados Unidos, vem liderando uma revolução silenciosa: permitir que empresas estrangeiras aceitem Pix e parcelamento no cartão nacional, com repasse em dólar no dia seguinte e câmbio automatizado. “O Pix redefiniu o conceito de pagamento internacional. Ele é local, rápido e culturalmente familiar ao brasileiro. Isso torna o Brasil uma potência de consumo transnacional”, afirma Maristela Lucas, Co-founder & Marketing Specialist da Global Pays.

Segundo levantamento da NielsenIQ, o Brasil já figura entre os dez países que mais compram em sites internacionais, e 70% dos consumidores afirmam abandonar carrinhos quando não encontram métodos de pagamento familiares. O dado é corroborado por um estudo da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), que mostra que mais de 160 milhões de brasileiros utilizam Pix regularmente — um público que movimentou mais de R$ 150 bilhões em compras internacionais em 2024, segundo a Receita Federal.

O desafio, contudo, vai além da tecnologia. Para empresas sediadas fora do Brasil, oferecer Pix como meio de pagamento requer compliance cambial, segurança antifraude e integração sistêmica entre dois ecossistemas financeiros distintos. A Global Pays nasceu justamente para simplificar essa operação: atua como ponte legal e operacional entre o consumidor brasileiro e o comerciante estrangeiro, com liquidação internacional em dólar e validação conforme normas do Banco Central do Brasil e do FinCEN, órgão americano de prevenção a crimes financeiros.

De acordo com Maristela, o resultado é uma nova lógica de comércio digital. “Empresas americanas que passaram a oferecer Pix tiveram até 30% de aumento na conversão de vendas em poucos meses. É uma questão de cultura: o brasileiro confia no Pix e quer poder usá-lo em qualquer compra, inclusive no exterior”, explica.

A liquidação em D+1 (no dia seguinte) e a integração via API permitem que o vendedor receba em dólar, sem precisar abrir contas no Brasil nem lidar com câmbio manual. Essa eficiência atraiu setores como turismo, locação de veículos, consultoria, serviços jurídicos e educação — todos com alto volume de clientes brasileiros no exterior. “Para quem atende brasileiros, oferecer Pix é tão importante quanto falar português”, resume Maristela.

A tendência já começa a se refletir em políticas de internacionalização. Relatórios da consultoria McKinsey & Company apontam que pagamentos instantâneos podem representar 25% de todas as transações cross-border até 2030, substituindo modelos lentos e caros de remessa internacional. Isso cria uma janela de oportunidade para países emergentes como o Brasil, que dominam o uso desses sistemas.

Ao mesmo tempo, cresce a adoção de tecnologias de inteligência antifraude e verificação biométrica, que tornam as operações mais seguras e confiáveis. A Global Pays, por exemplo, integra validação facial, análise comportamental e confirmação via WhatsApp em cada transação, reduzindo em até 90% os riscos de chargeback.

Com expansão prevista para Europa e Canadá em 2026, a fintech aposta na força dos meios de pagamento locais para redefinir o comércio global. “O futuro dos pagamentos internacionais é local. Quanto mais simples, culturalmente alinhado e seguro for o método de pagamento, maior será a conversão e a confiança. O Pix é o melhor exemplo disso”, conclui Maristela Lucas.


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PEDRO GABRIEL SENGER BRAGA
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