O setor moveleiro brasileiro iniciou 2026 com sinais de retomada gradual, impulsionado pela demanda por personalização e pela valorização de ambientes planejados. Dados recentes indicam que o segmento de móveis planejados segue em expansão, mesmo diante de um cenário econômico ainda restritivo, com juros elevados e crédito limitado.
O avanço desse mercado tem relação direta com mudanças no comportamento do consumidor, que passou a priorizar soluções sob medida e melhor aproveitamento de espaços. Em 2024, o setor moveleiro movimentou R$78,7 bilhões no Brasil, sendo R$ 13,8 bilhões provenientes apenas dos móveis planejados, evidenciando o peso crescente desse segmento dentro da indústria.
Segundo Pablo Henrique, CEO da empresa de montagem e planejamento em Guarulhos Fix Móveis, a etapa de montagem passou a ter papel estratégico no resultado final dos projetos. “Hoje não basta comprar um bom móvel planejado. A montagem precisa ser precisa, técnica e alinhada ao projeto. Um erro simples pode comprometer todo o investimento. A recomendação é sempre contratar profissionais especializados, conferir nivelamento, fixação e acabamento antes da entrega final”, afirma.
A profissionalização da montagem acompanha a evolução do setor, que deixou de focar apenas na produção em volume para apostar em maior valor agregado. Em 2024, o consumo de móveis planejados no varejo atingiu R$20,8 bilhões, com crescimento de 11,1%, mesmo com queda no volume de peças vendidas, o que indica aumento do ticket médio e maior exigência por qualidade.
Esse cenário também reflete o impacto da construção civil e das reformas residenciais, que continuam influenciando diretamente a demanda por móveis e serviços associados. O crescimento da produção moveleira em 2025, ainda que moderado, ampliou as oportunidades para profissionais de montagem, planejamento e instalação, que passaram a ser parte essencial da cadeia de valor.
Outro fator relevante é a concentração do consumo na região Sudeste, responsável por mais de 40% dos pontos de venda de móveis planejados no país. Esse dado reforça a importância de polos urbanos, como São Paulo e região metropolitana, onde a busca por otimização de espaço e funcionalidade é mais intensa.
Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios importantes em 2026, como o alto custo do crédito e a redução do poder de compra das famílias, fatores que tornam o consumidor mais criterioso. Nesse contexto, serviços que entregam qualidade, precisão e durabilidade ganham destaque, especialmente na etapa de montagem, considerada decisiva para a percepção final do cliente.
Com a expectativa de avanço gradual ao longo do ano, especialistas apontam que o mercado deve se tornar ainda mais competitivo, exigindo diferenciação não apenas no produto, mas também na execução. A tendência é que empresas que integrem planejamento, montagem e acabamento de forma profissional se destaquem, acompanhando a evolução de um consumidor cada vez mais exigente e orientado por valor.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
Renan Rodrigues de Souza
[email protected]