Quadra chuvosa intensifica risco de doenças sazonais e especialistas reforçam importância da prevenção e do diagnóstico rápido

Doença ainda pouco conhecida, a febre Mayaro ganha atenção de especialistas diante do avanço das chuvas e da necessidade de diagnóstico preciso

Por ARIANE SANTOS
3 4 Min

Quadra chuvosa intensifica risco de doenças sazonais e especialistas reforçam importância da prevenção e do
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Com a chegada da quadra chuvosa em diversas regiões do país, aumenta o risco de circulação de arboviroses, incluindo a febre Mayaro, uma doença viral transmitida por mosquitos e ainda pouco conhecida pela população. Embora a doença apresente sintomas semelhantes aos da dengue, chikungunya e zika, como febre alta, dor intensa nas articulações, mal-estar e, em alguns casos, extremos, especialistas alertam que a doença tende a ganhar relevância epidemiológica nos próximos anos, especialmente devido à combinação entre clima úmido, temperaturas elevadas e ambientes urbanos propícios para o vetor.

O período de chuvas é crítico para a proliferação de mosquitos e exige atenção redobrada da população e das autoridades sanitárias. “A quadra chuvosa cria condições ideais para o aumento dos vetores, e isso impacta diretamente o risco de transmissão de doenças como a febre Mayaro,” explica Patologista Clínica Glais Libanori. “É fundamental informar a população, por intermédio de campanhas de conscientização e ações educativas, sobre medidas de prevenção da doença, porque ainda estamos diante de uma arbovirose pouco familiar para a maioria das pessoas, mas que pode causar sintomas debilitantes e ser confundida com outras infecções sazonais”, conclui.


Entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil confirmou 219 casos de febre do Mayaro, segundo dados oficiais de vigilância em saúde. O maior número de registros concentrou-se entre meados de fevereiro a final de março, período que respondeu por 88 casos², caracterizando o pico de notificações no ano. Ao longo de 2025, os casos se concentraram na Região Norte do país. O Pará lidera o número de registros, com 98 casos, seguido por Amazonas (60), Roraima (36), Acre (15), Rondônia (7) e Amapá (3). Já no recorte das últimas quatro semanas, as confirmações ocorreram no Pará (2 casos), Amazonas (1) e Roraima (1).

Além da prevenção, o diagnóstico correto é considerado essencial para diferenciar a febre Mayaro das demais arboviroses, evitando subnotificação e permitindo o acompanhamento mais preciso da circulação viral. Nesse contexto, ganha protagonismo a testagem molecular, que permite identificar o vírus com rapidez e precisão. Uma das tecnologias disponíveis no país é o BD MAX™, plataforma automatizada de diagnóstico molecular desenvolvida pela BD, uma das maiores empresas de tecnologia médica no mundo, capaz de integrar extração, amplificação e detecção em um único sistema.

Estudos indicam que o BD MAX™ fornece resultados em até três horas, integrando em um único sistema a extração do material genético e a PCR em tempo real, com até 24 amostras analisadas simultaneamente, um tempo inferior ao dos métodos convencionais. A combinação entre prevenção, informação e acesso a diagnóstico qualificado é a estratégia mais eficaz para reduzir o impacto das doenças sazonais. “A população precisa adotar cuidados simples, como eliminar água parada e usar repelentes, enquanto os serviços de saúde devem fortalecer a capacidade diagnóstica. É a união desses fatores que permite controlar surtos e antecipar tendências epidemiológicas”, reforça Patologista Clínica Glais Libanori. Com a intensificação das chuvas, o alerta se renova: acompanhar sintomas, buscar orientação médica e manter hábitos de prevenção continua sendo o caminho mais seguro para minimizar os riscos associados às arboviroses, incluindo a febre Mayaro.

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MARIA ARIANE DOS SANTOS
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