Há pouco mais de 25 anos, durante a nona edição do Festival de Curitiba, no ano 2000, o público se encontrou pela primeira vez com a história de Antônio e Karina.
Trata-se de uma história de amor e viagem no tempo: ele constrói uma engenhoca para evitar que sua amada deixe a pequena Nordestina, lugarejo onde vivem, para “sair ver o mundo”. Quem assistiu ao espetáculo viu a história das artes dramáticas brasileiras acontecendo diante de si.
No palco, Antônio era vivido pelos então desconhecidos Wagner Moura, Lázaro Ramos, Vladimir Brichta e Gustavo Falcão, que a partir de então viram suas carreiras deslancharem. O papel de Karina foi interpretado por Karina Falcão, irmã de Gustavo.
O lirismo e a brasilidade do texto, a mise-en-scène inovadora e a trilha sonora de DJ Dolores marcaram época e fizeram o espetáculo dialogar diretamente com as transformações políticas, sociais e culturais do país naquela virada de milênio.
O texto, adaptado por João Falcão do romance homônimo de Adriana Falcão, acabou se consolidando como um clássico do teatro brasileiro.
“Eu tenho as melhores lembranças possíveis daquele Festival de Curitiba. A gente tinha noção de que era um bom trabalho, o melhor que a gente podia fazer”, lembra.
“Foi em Curitiba que a coisa realmente aconteceu nacionalmente e ficou claro para a gente que aquele trabalho ia ter uma repercussão especial, além do trivial. As pessoas ficaram depois da sessão, do espetáculo. Foi uma catarse”, completa Falcão.
Nova geração em cena
Vinte e cinco anos depois, João Falcão e o produtor Clayton Marques decidiram que era hora de apresentar “A Máquina” a outras gerações. A equipe chegou a cogitar a escalação do elenco original, mas optou por convidar os quatro atores do coletivo Ocutá — Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Brito.
Para viver Karina, foi convocada Agnes Brichta, filha de Vladimir Brichta, um dos intérpretes da primeira montagem.
A nova versão de A Máquina terá quatro sessões na Mostra Lucia Camargo da 34ª edição do festival, em 2026, nos dias 4 e 5 de abril às 19h e 21h30, na Ópera de Arame.
Os ingressos para o Festival estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).
“Para mim, ‘A Máquina’ celebra o plural, celebra o diferente, o esquisito, o marginalizado, o que está à margem. Fala também do que tem valor e do que não tem valor, do que precisa ser escutado e do que muitas vezes é ignorado. Essas são coisas que aprisionam a gente e silenciam muitas experiências relevantes, interessantes e bonitas”, afirma a atriz Agnes Brichta.
Um clássico que atravessa o tempo
Um quarto de século depois, portanto, o Festival de Curitiba recebe esta nova, contemporânea e turbinada versão de “A Máquina”. O espetáculo será apresentado na Pedreira Paulo Leminski, espaço utilizado pela primeira vez como palco do evento.
A grande característica de um texto clássico da literatura ou da dramaturgia é justamente a capacidade de conversar com épocas diferentes, mantendo a mesma força.
“Eu acredito que ‘A Máquina’ segue sendo um espelho delicado de um Brasil que sonha em se mover. A peça parte de uma pequena cidade, mas fala de um impulso muito maior: o desejo humano de atravessar distâncias geográficas, afetivas e imaginárias”, diz o ator Bruno Rocha.
A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.
Ficha Técnica:
Baseado no livro de Adriana Falcão
Adaptação e Direção: João Falcão
Codireção: Gustavo Falcão
Elenco: Agnes Brichta, Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Britto (Coletivo Ocutá)
Assistência de Direção: Duda Martins e Jofrancis
Preparação Corporal: Gustavo Falcão
Preparação em Danças Populares: Alisson Lima
Música Original: DJ Dolores
Trilha Sonora: Ricco Viana e João Falcão
Direção Musical: Ricco Viana
Cenografia: João Falcão, Denis Nascimento e Vanessa Poitena
Assistência de Cenografia: Renata Garci;
Figurino: Chris Garrido
Assistência de Figurino: Maria Helena Alcântara e Valquíria Reducino
Visagismo: Louise Helène
Hair Style: Sttefone
Desenho de Luz: Cesar de Ramires
Operação de Luz: Daniel Galván
Desenho e Operação de Som: Thiago Schin
Direção de Palco: Luis Felipe Machado
Cenotécnico: Dalton Nunes
Fotos: Flora Negri e Leonardo Bonato
Mídias Sociais: Alexandre Ammano e Daniel Bianchi
Assistente de Produção: Daniel Bianchi e Leonardo Bonato
Direção de Produção: Clayton Marques
Idealização: Clayton Marques, Coletivo Ocutá e João Falcão
Produção e Realização: MaquinaMaquina e Jacaracica Produções
Apoio Cultural: Icatu Seguros.
Serviço:
A Máquina – Mostra Lucia Camargo
34º Festival de Curitiba
Local: Ópera de Arame
Data: 4 e 5 de abril
Horário: 19h e 21h30
Categoria: Comédia
Classificação: Livre
Duração: 70 min
34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
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MARIA EMILIA RODRIGUES SILVEIRA
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