5 mitos sobre precatórios que você precisa conhecer

Por PIAR GROUP
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Com a volatilidade econômica no Brasil, 2026 consolida um cenário em que a antecipação de ativos deixa de ser apenas uma opção e passa a ser uma estratégia de liquidez empresarial e pessoal. O tempo médio de espera por um pagamento governamental pode ultrapassar décadas em certos entes, e grande parte dos prejuízos financeiros dos credores poderia ser evitada com o conhecimento de alternativas de mercado. Para servidores e empresas, que detêm a maior parte desses créditos no país, entender a dinâmica dos ativos judiciais tornou-se prioridade absoluta.

A seguir, José Werneck, sócio-fundador da Adianta Jus, empresa que atua com o propósito de transformar o ecossistema de ativos judiciais, se tornando um facilitador estratégico para a negociação de créditos com maior complexidade, lista 5 mitos sobre precatórios:

1. O pagamento pelo governo é previsível e garantido no prazo: Muitos credores acreditam que a inclusão no orçamento garante o dinheiro na conta no ano seguinte. Em 2026, o histórico mostra que sequestros de verbas, moratórias e o regime especial de pagamentos podem adiar o recebimento por anos, tornando o fluxo de caixa incerto. Para se ter uma ideia, o estado de São Paulo hoje está pagando dívidas que foram orçadas para o ano de 2009, o que mostra a morosidade do sistema. 

2. Vender o precatório significa "perder dinheiro”: a venda do precatório pode ser um bom caminho para pessoas ou empresas que possuem uma necessidade imediata de caixa e, portanto, não podem esperar anos — ou até décadas — para receber o pagamento do precatório.

3. O processo de cessão de crédito é inseguro e burocrático: Embora o Judiciário seja lento, a cessão de crédito é um negócio jurídico célere e seguro. Ter um contrato bem estruturado, com escritura pública e registro em cartório, evita surpresas, protege o patrimônio do credor e garante a transparência necessária para que a transação ocorra em poucos dias.

4. Precatórios só servem para esperar o depósito: O mercado evoluiu e esses ativos hoje são ferramentas financeiras versáteis. Eles podem ser utilizados para compensação de dívidas tributárias ou até como garantia em execuções fiscais, saindo da camada de "dinheiro esquecido" para ativos estratégicos.

5. Qualquer empresa de compra de ativos oferece as mesmas condições: Grande parte das frustrações no mercado nasce da falta de diligência. É fundamental exigir transparência sobre taxas, análise de riscos jurídicos e histórico da empresa compradora. Se o facilitador não possui expertise técnica em casos complexos, o risco de problemas na homologação da cessão recai sobre o credor.

 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): Gabriela Calencautcy
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