Planejamento financeiro familiar: entenda a importância do controle orçamentário

Com altas taxas de endividamento, cada vez mais as famílias brasileiras têm passado a entender a necessidade de ter mais educação financeira

Por ANDRé ELOI
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O endividamento crescente das famílias brasileiras vem acendendo um alerta importante sobre a educação financeira. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, 80% das famílias possuem algum compromisso financeiro comprometendo parte da renda.

 

Embora isso não seja sinônimo de inadimplência, é um indicativo de que há mais pressão sobre o orçamento doméstico. Somado à falta de controle dos gastos, é uma situação preocupante. Isso porque, sabidamente, não há uma cultura de educação financeira no país, embora o cenário pouco a pouco esteja mudando.

 

 A ascensão do planejamento financeiro familiar no Brasil

 

Um levantamento recente feito pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mostra que 55% das pessoas entrevistadas têm muita atenção às finanças pessoais, enquanto 20% afirmaram ter alguma atenção. 60% dos entrevistados já possuem o hábito de poupar. Entre os endividados, 77% afirmam que as dívidas refletem negativamente na sua saúde emocional.

 

O caminho para uma vida financeira mais saudável e, consequentemente, para uma maior tranquilidade passa pelo conhecimento profundo da própria renda e dos próprios gastos. Para tanto, é preciso encontrar maneiras de aumentar o controle das finanças e planejar melhor o destino da renda.

 

Modificar alguns hábitos de consumo pode ter um impacto positivo neste sentido. Procurar evitar compras por impulso, saber se todos os serviços por assinatura são realmente utilizados, fazer mais comida em casa e comer menos “na rua” e dosar o uso de aparelhos elétricos que consomem muito são algumas coisas que estão sempre ao alcance de serem modificadas.

 

Estratégias de proteção contra imprevistos e sucessão patrimonial

 

Atitudes como essas são importantes não somente para se ter mais tranquilidade no presente, mas também no futuro. Fazer com que sobre algum dinheiro ao final do mês permite a construção de uma reserva financeira. Esse dinheiro pode ser tanto para uma reserva de emergência como para a formação de um patrimônio em médio e longo prazo.

 

Sendo assim, é fundamental dividir bem o dinheiro que entra. Embora muito se fale sobre uma divisão 50-30-20, sendo 50% da renda para compromissos fixos, 30% para gastos pessoais e 20% para investimentos, essa não é uma realidade possível para todos. Ter alguma flexibilidade nessa formação é não só recomendada, como necessária.

 

Proteger a renda é também proteger os dependentes e quem se ama. Ademais, construir um patrimônio é uma forma de garantir o conforto e o futuro dos filhos, por exemplo. Do contrário, todo o esforço em poupar e se planejar pode ir por água abaixo, caso não tenha uma sucessão. 

 

Por isso, é importante pensar também na sucessão patrimonial, e o seguro de vida aparece como uma das ferramentas mais eficazes para a garantia da manutenção do padrão de vida dos dependentes diante de fatalidades e imprevistos. O mesmo pode ser dito de seguros de carro e residência.

 

No mais, com o auxílio de uma planilha, um programa ou aplicativo, é possível começar a levantar rendas e gastos e, posteriormente, a organização financeira, de fato. É importante traçar objetivos de curto, médio e longo prazo e pensar sempre na sucessão, de forma a garantir um amanhã melhor para a família.

 

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