Cartão de crédito: pessoas de 55 a 64 anos possuem maior interesse pelo tema no Google, revela estudo

Com 482 mil buscas mensais, interesse pelo tema acompanha avanço de adesão e transações no país

Por ANDRé ELOI
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(Créditos: iStock)

 

O uso do cartão de crédito faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Segundo dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), o país registrou, em média, mais de 40 mil transações por minuto no último ano. Esse volume movimentou cerca de R$ 3,1 trilhões, crescimento de 14,5% em relação a 2024.

Além disso, de acordo com o Banco Central, o Brasil já soma mais de 220 milhões de cartões ativos, número superior ao de habitantes. O cenário também passa por mudanças: em 2026, entram em vigor regras que limitam o crescimento das dívidas no rotativo e no parcelamento, trazendo mais previsibilidade. Inclusive, o tema está em alta nas buscas.

Taxas de interesse pelo termo “cartão de crédito”

Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, o termo “cartão de crédito” registrou uma média mensal de 482.500 buscas no Google Brasil. Mais do que o volume, o levantamento destaca a distribuição desse interesse por faixa etária e gênero. O público de 55 a 64 anos lidera, com 59,5% das buscas. Em seguida, aparecem:

  • 35 a 44 anos: 13,7%;
  • 25 a 34 anos: 11,9%;
  • 45 a 54 anos: 7,7%;
  • 18 a 24 anos: 7,1%.

Já em relação ao gênero, o interesse é praticamente equilibrado.

  • Feminino: 50,8%.
  • Masculino: 49,2%.

Esse cenário pode indicar diferentes comportamentos. Por um lado, o maior interesse entre pessoas mais velhas pode estar relacionado a uma busca por mais controle financeiro ou por melhores condições de uso do crédito. Por outro, também pode refletir dúvidas sobre taxas, regras e mudanças recentes no sistema.

Enquanto isso, o público mais jovem, embora seja altamente conectado, apresenta menor participação nas buscas, o que pode sugerir maior familiaridade com soluções digitais ou até o uso de outras formas de pagamento.

Impacto do cartão de crédito nas finanças pessoais

Se, por um lado, o cartão de crédito é uma ferramenta prática, por outro, ele também pode representar riscos quando é mal utilizado. Dados do Banco Central mostram que mais da metade dos usuários com cartão possuem dívidas no rotativo ou no parcelado,  modalidades com juros bastante elevados.

Entre 2020 e 2024, o número de pessoas endividadas nessas linhas cresceu 55%, alcançando cerca de 53 milhões de brasileiros. Como consequência, o comprometimento médio da renda com gastos no cartão também aumentou: passou de 38,5% em 2020 para 54% em 2024. 

Esse avanço reforça a importância do planejamento e da cautela. Nesse sentido, antes de pedir cartão de crédito nas melhores instituições financeiras, vale conhecer bem as opções disponíveis, inclusive por meio de aplicativos que ajudam a comparar benefícios, taxas e condições. Além disso, algumas práticas podem fazer diferença no dia a dia.

  • Planeje: antes de passar a compra no crédito, avalie se aquele gasto está previsto no orçamento.
  • Defina um limite de uso: mesmo que o banco ofereça um limite alto, o ideal é estabelecer um teto baseado na sua renda.
  • Pague sempre o valor total da fatura: quitar apenas o mínimo pode levar ao rotativo, que tem juros muito elevados.
  • Acompanhe os gastos ao longo do mês: consultar o aplicativo do banco com frequência permite ajustar hábitos e evitar surpresas.
  • Use o parcelamento com estratégia: dividir compras pode ajudar em alguns casos, mas o acúmulo de parcelas pode comprometer os meses seguintes.

Por outro lado, quando bem utilizado, o cartão também oferece vantagens. Programas de pontos, milhas e cashback podem trazer retorno financeiro e otimizar o consumo.

 

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