Novo ransomware destrói dados críticos e torna pagamento ineficaz para empresas

Análise da Check Point Software aponta que pagamento de resgate não garante recuperação, enquanto rede de afiliados amplia escala de ataques e exposição corporativa

Por JULIANA VERCELLI
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Imagem ilustrativa - Divulgação Check Point Software

A equipe de pesquisadores da Check Point Research (CPR), divisão de inteligência de ameaças da Check Point Software, divulga análise que acende alerta para empresas ao identificar que o grupo de ransomware conhecido como VECT destrói permanentemente dados críticos, inviabilizando a recuperação mesmo em caso de pagamento de resgate.
O impacto se amplia em empresas que operam com inteligência artificial (IA) e automação intensiva. A perda irreversível de dados compromete não apenas sistemas tradicionais, mas também bases que sustentam modelos de IA, afetando tomada de decisão, continuidade operacional e capacidade de resposta ao mercado. Nesse cenário, a resiliência de dados passa a ser um requisito estratégico para sustentar iniciativas de IA com segurança.
Segundo a análise, a falha está presente em todas as versões do malware, sem correção desde antes de seu lançamento público. Isso significa que, uma vez executado, não há possibilidade técnica de reversão para grande parte dos dados corporativos.
De acordo com Eli Smadja, gerente de grupo de pesquisas da Check Point Research, o cenário reforça que o pagamento de resgate não deve ser considerado como estratégia de recuperação. A resposta eficaz depende de preparo prévio, com ênfase em backups isolados, testes frequentes de restauração e capacidade de resposta rápida a incidentes.
Mesmo com limitações técnicas, o risco não é marginal. O grupo VECT estruturou uma estratégia de escala ao distribuir sua operação para milhares de afiliados por meio de parcerias com fóruns de cibercrime e atores de ameaças ligados a ataques de cadeia de suprimentos. Esse modelo amplia significativamente a superfície de ataque e acelera a disseminação.
A análise também identificou inconsistências no código, com uso de criptografia mais fraca do que o divulgado e funcionalidades que não operam na prática. Ainda assim, o potencial de dano permanece elevado, já que o malware mantém capacidade de exfiltrar dados e interromper sistemas críticos.
Para empresas, a implicação é direta. A prioridade deve migrar de negociação para resiliência operacional. Isso inclui revisão de estratégias de backup, rotação de credenciais após incidentes recentes de cadeia de suprimentos e fortalecimento de mecanismos de detecção e contenção.
A Check Point aponta que soluções de prevenção e resposta continuam sendo fundamentais para mitigar o risco, especialmente diante da possibilidade de evolução do malware a partir da mesma infraestrutura já em operação.  

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FONTE: https://www.checkpoint.com/pt/