Tamborins, pandeiros e cavaquinhos: servidores da Fundação CASA promovem roda de samba com jovens em Franco da Rocha

Atividade no CASA Manacá da Serra usa a música para fortalecer vínculos e estimular a expressão cultural

Por GIOVANA VIANA
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Jovens reunidos com instrumentos musicais (Fundação CASA/Divulgação)

Sete adolescentes do CASA Manacá da Serra, centro socioeducativo da Fundação CASA em Franco da Rocha, trocaram a rotina por tamborins, pandeiros e cavaquinhos no início de abril. Dentro do próprio centro socioeducativo, eles participaram de uma roda de samba organizada por colaboradores da unidade, em uma atividade pensada para unir expressão cultural, aprendizado musical e fortalecimento de vínculos no processo de ressocialização. A ação foi conduzida pelo coordenador de equipe, pela equipe pedagógica e por um agente socioeducativo. Ao longo do encontro, os jovens conheceram instrumentos típicos do samba, aprenderam noções básicas de ritmo e batida e, com a orientação dos profissionais, experimentaram tocar e se revezar nas marcações. A vivência terminou em uma roda de samba coletiva, em que todos puderam cantar, acompanhar as palmas e celebrar, de forma ativa, a cultura popular brasileira. Mais do que entretenimento, a música — e, em especial, o samba — foi trabalhada como linguagem de pertencimento e resgate de identidade. Ao se verem como parte de uma tradição cultural, os adolescentes também foram convidados a refletir sobre suas histórias, experiências e possibilidades de futuro, em um ambiente de escuta e respeito. A roda de samba faz parte de uma programação contínua de atividades diferenciadas criada pela equipe do CASA Manacá da Serra, que busca ir além da rotina institucional. Rodas de leitura, oficinas de informática com plataformas gratuitas e campeonatos de futebol entre adolescentes e servidores estão entre as iniciativas que, de forma permanente, ampliam repertórios, estimulam talentos e aproximam os vínculos dentro da unidade. Para o coordenador Reinaldo da Silva Narciso, a resposta dos adolescentes confirma o alcance dessas ações. “Percebo que, de imediato, todos os jovens se interessam por essas atividades. Eles relatam que, quando forem para o ‘mundão’, vão comprar um instrumento musical e serão compositores”, afirma. “Quando um grupo de adolescentes se reúne para fazer samba dentro de um centro socioeducativo, o que está acontecendo ali vai muito além da música. Eles experimentam conviver em grupo, respeitar o tempo do outro, combinar entradas e saídas, ouvir e serem ouvidos. É esse tipo de experiência concreta que ajuda a reconstruir projetos de vida e mostra, na prática, que a Fundação CASA também é um espaço de descoberta de talentos, de alegria possível e de novas referências para o futuro”, destaca o presidente interino da Fundação CASA, Oswaldo Caetano Junior.

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