Com a Copa do Mundo de 2026 prestes a começar, seus impactos já são visíveis no cotidiano das cidades brasileiras. No Rio de Janeiro, onde o futebol faz parte da identidade local, o clima do evento se manifesta nas ruas, no consumo e nas iniciativas de pequenos empreendedores.
A proximidade do Mundial impulsiona adaptações no comércio de rua, com produtos e experiências que incorporam elementos ligados ao futebol e à cultura brasileira, criando conexão imediata com o público.
Entre os exemplos desse movimento está a trajetória de Adenilson Santos, pipoqueiro carioca e responsável pela Pipocas Maná. De vendedor ambulante, ele transformou o negócio em uma operação com forte presença digital, acumulando mais de 8 milhões de visualizações nas redes sociais (Instagram e TikTok).
De olho no comportamento do público e no potencial de engajamento em torno da Copa, Adenilson passou a investir em novas formas de apresentação. Para a Copa, ele criou o balde de pipoca em formato de bola, nas cores verde e amarela, que chama atenção nas ruas e dialoga diretamente com o momento vivido pelos torcedores.
A inovação também chega aos sabores, com combinações inspiradas na cultura brasileira que ampliam a experiência tradicional da pipoca.
Para Adenilson, o impacto da visibilidade vai além dos números.
“É muito gratificante ver o carinho das pessoas, tanto na internet quanto aqui no dia a dia. A gente percebe que não é só sobre a pipoca, é também o momento que elas vivem, a lembrança que levam. Isso me emociona muito. E com toda essa visibilidade, a ideia é aproveitar esse momento também na Copa, criando novas experiências para o público”, afirma.
O economista Marlon Glaciano destaca que o impacto da Copa ultrapassa o universo esportivo e gera efeitos diretos na economia popular.
“A Copa do Mundo movimenta muito mais do que a paixão do brasileiro, ela movimenta a economia inteira. Nesse período aumenta o consumo em restaurantes, bares, roupas e até aplicativos de entrega. Isso faz com que o dinheiro circule muito mais forte”, explica.
Reconhecida como patrimônio cultural da cidade, a Pipocas Maná expandiu recentemente para a Zona Sul, com uma unidade em Copacabana. A previsão é de crescimento nos próximos meses, com novas unidades previstas para regiões como Terminal Gentileza e Taquara e uma segunda operação na região da Central do Brasil.
Mais do que uma ação pontual, o movimento mostra como grandes eventos podem gerar impacto direto em pequenos negócios, especialmente quando há conexão com cultura, comportamento e presença nas ruas.
Sobre a Pipocas Maná
Patrimônio cultural do Rio de Janeiro pela Lei nº 8.230/2023, a Pipocas Maná conquistou o público ao unir tradição e inovação, sendo considerada por muitos a melhor pipoca da cidade. O sucesso ultrapassa as lojas físicas e ganha força nas redes sociais, onde a marca já soma mais de 8 milhões de visualizações e mais de 160 mil seguidores. Com dezenas de unidades espalhadas pelo Rio, a Pipocas Maná segue em plena expansão e se prepara para levar o sabor carioca para outros estados do Brasil.
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MILENA SANT'ANNA DA SILVA
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