Congresso abre debates sobre inovação, inteligência artificial e futuro da distribuição de energia elétrica
Primeiro dia CIDE 2026 reuniu CEOs, especialistas, reguladores, startups e apresentações técnicas sobre os principais desafios da modernização do setor
Imagem divulgação
O primeiro dia do CIDE 2026, Congresso de Inovação na Distribuição de Energia Elétrica, foi marcado por debates sobre inteligência artificial, regulação, abertura de mercado, transição energética, segurança operacional e novas tecnologias aplicadas ao setor elétrico. O evento reuniu lideranças de distribuidoras, especialistas, representantes de instituições do setor, startups e profissionais da cadeia de energia para discutir caminhos para a modernização da distribuição no Brasil.
A abertura oficial contou com a participação de Patricia Audi, presidente da ABRADEE, e Adolfo Vaiser, diretor da Revista O Setor Elétrico. Durante a apresentação, foi resgatada a origem do CIDE, idealizado a partir de 2022 com o objetivo de criar um evento diferenciado para debater energia, inovação e os desafios específicos da distribuição. O CIDE chega à sua terceira edição, consolidando-se como um espaço de discussão técnica e estratégica.
“Nosso desafio é fazer com que a inovação e a modernização sejam cada vez mais reconhecidas como atributos do segmento de distribuição. Para isso, precisamos estar atentos às transformações do setor e garantir que esses avanços gerem resultados concretos, ampliem a satisfação dos clientes e sejam percebidos de forma positiva pela sociedade.”, afirmou Patricia Audi. A presidente da ABRADEE também destacou a importância da participação feminina no setor elétrico e a presença de mulheres em posições de liderança.
Um dos destaques da manhã foi a palestra de Ronaldo Lemos, referência global em inovação, inteligência artificial e tendências tecnológicas, que abordou os impactos da IA no setor elétrico. Segundo o especialista, o trabalho humano tende a migrar para o chamado “middle loop”, em que profissionais passam a supervisionar, coordenar e orientar agentes de inteligência artificial, atuando como maestros de sistemas inteligentes.
Lemos destacou que esse novo cenário exige habilidades como clareza na formulação de instruções, capacidade de estruturar problemas, gestão de memória, disciplina e organização de tarefas. Ele também apresentou dados da Lumina Pesquisas, indicando que 55% dos brasileiros já utilizam IA generativa, colocando o Brasil na quarta posição global em adoção da tecnologia, empatado com os Estados Unidos.
Ao tratar da distribuição de energia, para ele, a transformação do setor deve ser orientada por centros de operação mais preditivos, modelos de IA treinados com dados técnicos e operacionais, uso inteligente dos dados de medidores e foco crescente em resiliência climática.
Na sequência, o painel “O futuro da distribuição na visão dos CEOs: estratégias e decisões para o próximo ciclo” reuniu lideranças da Celesc, CPFL Energia, Sulgipe e ABRADEE, com mediação da jornalista Luciana Collet. O debate abordou os desafios da distribuição diante das transformações tecnológicas, das novas exigências dos consumidores e da necessidade de investimentos sustentáveis.
Patricia Audi destacou que os novos contratos de concessão trouxeram maior previsibilidade de investimentos, mas ao mesmo tempo, desafios importantes na modernização e digitalização da rede, com foco na melhoria da qualidade da energia, em resiliência climática e as novas demandas de uma sociedade cada vez mais atenta e exigente: “Temos o desafio de incorporar inovação, com medidores inteligentes, foco na população e tarifas pensadas para a realidade brasileira”, afirmou.
Segundo ela, a ABRADEE tem atuado de forma próxima no acompanhamento dos temas regulatórios e legislativos, diante de um cenário cada vez mais complexo para a distribuição de energia. “Nosso papel é olhar para frente, compreender as transformações que impactam o segmento e contribuir para que a regulação acompanhe esses movimentos com a agilidade necessária. É importante garantir a sustentabilidade financeira do negócio de distribuição e manter a atratividade de investimentos de forma a garantir toda essa inovação e modernização necessárias. O Brasil tem um ativo extraordinário, que é a sua matriz elétrica renovável, e precisamos comunicar melhor esse diferencial, ampliando o diálogo com a sociedade, com formadores de opinião e com os formuladores de políticas públicas”, completou.
A programação também incluiu o painel “Regulação e futuro do setor elétrico: abertura de mercado e inovação na distribuição”, com representantes da Aneel, Frente Nacional dos Consumidores de Energia, ONS, CCEE, Ministério de Minas e Energia e CPFL. O debate abordou os impactos regulatórios, a abertura de mercado e os caminhos para incorporar inovação à distribuição.
Outro destaque foi a palestra da Octopus sobre sua experiência nos mercados europeu e global de energia e o impacto das novas tecnologias flexíveis no sistema. A agenda principal contou ainda com apresentação da BloombergNEF sobre o futuro da transição energética global e, ao longo da tarde, recebeu papers e trabalhos estratégicos de inovação.
Arenas de Inovação e Melhores Práticas de Segurança
Nas arenas paralelas, o CIDE 2026 apresentou iniciativas voltadas à segurança, eficiência operacional e novas tecnologias. Na Arena Melhores Práticas de Segurança, foram destacados projetos de empresas como Neoenergia, Celesc, Energisa, Copel, Fortlux, EDP e Grupo Equatorial, incluindo soluções com inteligência artificial, visão computacional, prevenção de acidentes e apoio a famílias afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Já a Arena Inovação reuniu a Plug and Play Brazil e startups com soluções para digitalização, atendimento, inspeção de ativos, inteligência artificial, dados, regulação, Open Finance, segurança operacional e compartilhamento de infraestrutura. Entre as participantes estiveram Kartado, Pagar, Octágora, Cogni2, FloripaBit, 4VANTS, Robotictech, Murabei, Fox IoT, 4kst Tecnologia, PowerOfData, Stokhos IA, Sense+, Fixer Alliance.
Com uma agenda diversa e voltada à integração entre inovação, regulação, operação e segurança, o primeiro dia do CIDE 2026 evidenciou a centralidade da distribuição de energia nos debates sobre transição energética, modernização da infraestrutura e melhoria da experiência dos consumidores.
A programação segue no segundo dia com novas discussões técnicas, apresentações de soluções inovadoras, debates sobre o futuro da distribuição e atividades nas arenas temáticas, ampliando o espaço para troca de experiências entre empresas, especialistas, startups e representantes institucionais do setor elétrico.
A abertura oficial contou com a participação de Patricia Audi, presidente da ABRADEE, e Adolfo Vaiser, diretor da Revista O Setor Elétrico. Durante a apresentação, foi resgatada a origem do CIDE, idealizado a partir de 2022 com o objetivo de criar um evento diferenciado para debater energia, inovação e os desafios específicos da distribuição. O CIDE chega à sua terceira edição, consolidando-se como um espaço de discussão técnica e estratégica.
“Nosso desafio é fazer com que a inovação e a modernização sejam cada vez mais reconhecidas como atributos do segmento de distribuição. Para isso, precisamos estar atentos às transformações do setor e garantir que esses avanços gerem resultados concretos, ampliem a satisfação dos clientes e sejam percebidos de forma positiva pela sociedade.”, afirmou Patricia Audi. A presidente da ABRADEE também destacou a importância da participação feminina no setor elétrico e a presença de mulheres em posições de liderança.
Um dos destaques da manhã foi a palestra de Ronaldo Lemos, referência global em inovação, inteligência artificial e tendências tecnológicas, que abordou os impactos da IA no setor elétrico. Segundo o especialista, o trabalho humano tende a migrar para o chamado “middle loop”, em que profissionais passam a supervisionar, coordenar e orientar agentes de inteligência artificial, atuando como maestros de sistemas inteligentes.
Lemos destacou que esse novo cenário exige habilidades como clareza na formulação de instruções, capacidade de estruturar problemas, gestão de memória, disciplina e organização de tarefas. Ele também apresentou dados da Lumina Pesquisas, indicando que 55% dos brasileiros já utilizam IA generativa, colocando o Brasil na quarta posição global em adoção da tecnologia, empatado com os Estados Unidos.
Ao tratar da distribuição de energia, para ele, a transformação do setor deve ser orientada por centros de operação mais preditivos, modelos de IA treinados com dados técnicos e operacionais, uso inteligente dos dados de medidores e foco crescente em resiliência climática.
Na sequência, o painel “O futuro da distribuição na visão dos CEOs: estratégias e decisões para o próximo ciclo” reuniu lideranças da Celesc, CPFL Energia, Sulgipe e ABRADEE, com mediação da jornalista Luciana Collet. O debate abordou os desafios da distribuição diante das transformações tecnológicas, das novas exigências dos consumidores e da necessidade de investimentos sustentáveis.
Patricia Audi destacou que os novos contratos de concessão trouxeram maior previsibilidade de investimentos, mas ao mesmo tempo, desafios importantes na modernização e digitalização da rede, com foco na melhoria da qualidade da energia, em resiliência climática e as novas demandas de uma sociedade cada vez mais atenta e exigente: “Temos o desafio de incorporar inovação, com medidores inteligentes, foco na população e tarifas pensadas para a realidade brasileira”, afirmou.
Segundo ela, a ABRADEE tem atuado de forma próxima no acompanhamento dos temas regulatórios e legislativos, diante de um cenário cada vez mais complexo para a distribuição de energia. “Nosso papel é olhar para frente, compreender as transformações que impactam o segmento e contribuir para que a regulação acompanhe esses movimentos com a agilidade necessária. É importante garantir a sustentabilidade financeira do negócio de distribuição e manter a atratividade de investimentos de forma a garantir toda essa inovação e modernização necessárias. O Brasil tem um ativo extraordinário, que é a sua matriz elétrica renovável, e precisamos comunicar melhor esse diferencial, ampliando o diálogo com a sociedade, com formadores de opinião e com os formuladores de políticas públicas”, completou.
A programação também incluiu o painel “Regulação e futuro do setor elétrico: abertura de mercado e inovação na distribuição”, com representantes da Aneel, Frente Nacional dos Consumidores de Energia, ONS, CCEE, Ministério de Minas e Energia e CPFL. O debate abordou os impactos regulatórios, a abertura de mercado e os caminhos para incorporar inovação à distribuição.
Outro destaque foi a palestra da Octopus sobre sua experiência nos mercados europeu e global de energia e o impacto das novas tecnologias flexíveis no sistema. A agenda principal contou ainda com apresentação da BloombergNEF sobre o futuro da transição energética global e, ao longo da tarde, recebeu papers e trabalhos estratégicos de inovação.
Arenas de Inovação e Melhores Práticas de Segurança
Nas arenas paralelas, o CIDE 2026 apresentou iniciativas voltadas à segurança, eficiência operacional e novas tecnologias. Na Arena Melhores Práticas de Segurança, foram destacados projetos de empresas como Neoenergia, Celesc, Energisa, Copel, Fortlux, EDP e Grupo Equatorial, incluindo soluções com inteligência artificial, visão computacional, prevenção de acidentes e apoio a famílias afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Já a Arena Inovação reuniu a Plug and Play Brazil e startups com soluções para digitalização, atendimento, inspeção de ativos, inteligência artificial, dados, regulação, Open Finance, segurança operacional e compartilhamento de infraestrutura. Entre as participantes estiveram Kartado, Pagar, Octágora, Cogni2, FloripaBit, 4VANTS, Robotictech, Murabei, Fox IoT, 4kst Tecnologia, PowerOfData, Stokhos IA, Sense+, Fixer Alliance.
Com uma agenda diversa e voltada à integração entre inovação, regulação, operação e segurança, o primeiro dia do CIDE 2026 evidenciou a centralidade da distribuição de energia nos debates sobre transição energética, modernização da infraestrutura e melhoria da experiência dos consumidores.
A programação segue no segundo dia com novas discussões técnicas, apresentações de soluções inovadoras, debates sobre o futuro da distribuição e atividades nas arenas temáticas, ampliando o espaço para troca de experiências entre empresas, especialistas, startups e representantes institucionais do setor elétrico.
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