A portaria virou o novo centro da segurança e empresas já correm para terceirizar o serviço

Com crescimento do setor de serviços, expansão imobiliária e maior circulação em prédios, portaria terceirizada ganha espaço na gestão de riscos.

Por STRENGER COREGE
2 5 Min

A portaria virou o novo centro da segurança e empresas já correm para terceirizar o serviço
Canva

A terceirização de serviços de portaria e segurança ganhou força no Brasil em 2026, impulsionada pela expansão do setor de serviços, pelo crescimento de condomínios e pela maior preocupação de empresas com segurança patrimonial e controle de acesso. O movimento colocou a portaria terceirizada no centro das estratégias de gestores, síndicos, administradoras e tomadores de decisão que precisam organizar a circulação diária de moradores, funcionários, visitantes, prestadores, entregadores, veículos e fornecedores.

A tendência acompanha indicadores recentes da economia. O Novo Caged apontou que o país acumulou 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada de janeiro a maio de 2026, enquanto o setor de Serviços registrou o maior saldo mensal em maio, com 45.655 vagas. No mesmo ambiente, a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE mostrou alta de 1,2% em abril na comparação com março e avanço de 1,9% frente a abril de 2025, reforçando a relevância das atividades administrativas, operacionais e de apoio para o funcionamento de empresas, condomínios e empreendimentos comerciais.

“O primeiro passo é entender o fluxo real do local antes de definir o modelo de portaria. Empresas e condomínios precisam mapear horários de pico, tipos de visitantes, entrada de prestadores, entregas, acesso de veículos e pontos vulneráveis. A portaria terceirizada deve trabalhar com cadastro atualizado, conferência de autorização, registro de ocorrências e comunicação rápida com a gestão. Quando o controle de acesso é bem estruturado, a segurança deixa de depender do improviso e passa a funcionar com processo, tecnologia e equipe treinada”, afirma Renan Rodrigues, CEO da Empresa de Portaria em Suzano - Murin Sects.

Nos condomínios, a demanda por portaria de condomínio e segurança para condomínios cresce à medida que novos empreendimentos entram em operação e aumentam a complexidade da rotina condominial. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção indicam que o mercado imobiliário brasileiro registrou 110.722 unidades residenciais vendidas no primeiro trimestre de 2026, alta de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, além de 97.802 unidades lançadas no intervalo. Esse volume amplia a necessidade de controle de acesso em condomínios, especialmente em prédios com entregas por aplicativo, obras internas, mudanças, circulação de funcionários terceirizados e visitas frequentes.

No setor empresarial, a portaria para empresas passou a ser tratada como parte da governança operacional e não apenas como atendimento de entrada. Indústrias, centros logísticos, escolas, clínicas, escritórios, lojas e edifícios corporativos lidam com rotinas que exigem identificação, autorização, registro de horários, orientação de visitantes e proteção de áreas restritas. Nesse contexto, a segurança terceirizada passou a ser contratada para padronizar procedimentos, reduzir falhas humanas, garantir supervisão e criar uma primeira barreira organizada contra riscos operacionais e patrimoniais.

A tecnologia acelerou essa mudança e transformou o controle de acesso em uma área cada vez mais digital. Sistemas de reconhecimento facial, biometria, leitura de placas, câmeras integradas, aplicativos de liberação, interfonia remota, registros em nuvem e centrais de monitoramento passaram a compor modelos presenciais, remotos e híbridos de portaria e segurança. Segundo dados do setor de segurança eletrônica, o mercado brasileiro movimentou mais de R$16 bilhões em 2025, e a edição de 2026 da Exposec destacou inteligência artificial, cibersegurança, conectividade, IoT e biometria como tecnologias que redefinem o futuro da proteção patrimonial.

A profissionalização também ganhou peso após a regulamentação da Lei da Segurança Privada em junho de 2026. O Decreto nº 13.012 estabeleceu regras e procedimentos para autorização, controle e fiscalização dos serviços de segurança privada, sob atuação da Polícia Federal, além de tratar de temas como monitoramento eletrônico, formação profissional, instalações, requisitos operacionais e atuação das empresas do setor. Para contratantes, a mudança reforça a importância de verificar documentação, escopo do serviço, tipo de atividade contratada e diferença entre portaria, vigilância patrimonial, monitoramento remoto e gerenciamento de risco.

Com a combinação de crescimento urbano, expansão imobiliária, avanço tecnológico e maior pressão por eficiência operacional, a portaria terceirizada tende a seguir em expansão como solução estratégica para empresas e condomínios. A avaliação do mercado é que a terceirização da portaria e da segurança se fortalece quando une equipe treinada, processos claros, supervisão, tecnologia e registro adequado das movimentações, permitindo que organizações reduzam improvisos, controlem melhor seus acessos e tornem a rotina de entrada mais segura, econômica e moderna.


Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
Renan Rodrigues de Souza
[email protected]


FONTE: https://empresadeportariaseguranca.com.br/
  • Ir para GoogleNews
Notícias Relacionadas »