CASACOR São Paulo 2026: três jardins que merecem entrar no roteiro dos visitantes, na última semana da mostra

Da contemplação sob uma figueira centenária a experiências sensoriais com espécies nativas brasileiras, ambientes revelam diferentes formas de conexão entre natureza, bem-estar e paisagem

Por THAMIRIS DE SOUZA
2 3 Min

CASACOR São Paulo 2026: três jardins que merecem entrar no roteiro dos visitantes, na última semana da mostra
Felipe Cuine

A CASACOR São Paulo 2026, realizada no Parque da Água Branca, reforça a presença do paisagismo como protagonista da mostra. Em sintonia com o tema "Mente e Coração", diversos ambientes convidam o público a desacelerar, contemplar e refletir sobre novas formas de viver e se relacionar com a natureza.

Entre os destaques desta edição, alguns jardins se sobressaem pela capacidade de transformar a visita em uma experiência sensorial e afetiva. Confira três espaços que merecem entrar no roteiro dos visitantes:

 

Jardim Respiro, de Ana Lui Paisagismo e Karen Marini, da Leve Paisagismo

Logo na entrada da mostra, o Jardim Respiro, assinado por Ana Lui e Karen Marini, apresenta uma curadoria botânica dedicada a espécies brasileiras pouco usuais, organizadas a partir dos princípios do paisagismo naturalista contemporâneo.

O projeto respeita a dinâmica natural do terreno ao preservar a base do solo e sua drenagem original. Em meio à vegetação, elementos como o espelho d'água, a escultura Geometria da Alma e o meliponário ampliam a experiência sensorial do visitante, reforçando temas ligados à biodiversidade e à convivência harmoniosa entre paisagem e vida natural. Os muitos cachepots em diferentes níveis criam a sensação de amplitude no espaço tornando-o mais aconchegante.

Mais do que espaços de contemplação, os jardins da CASACOR São Paulo 2026 revelam diferentes possibilidades de integração entre arquitetura, natureza e bem-estar, transformando a visita em um convite à pausa e à reconexão.

 

Clareira na Mata, de Alexandre Galhego

Uma figueira centenária é o ponto de partida e o elemento central do projeto assinado por Alexandre Galhego. A partir dela, o paisagista desenvolve uma composição predominantemente formada por espécies nativas, implantadas de forma a preservar integralmente o solo existente.

Painéis de madeira atuam como filtros visuais e contribuem para criar uma atmosfera introspectiva. Entre áreas de permanência, lareiras ecológicas e recantos de descanso, o ambiente convida o visitante a desacelerar e observar os elementos naturais que estruturam a experiência.

 

Jardim Ikigai, de Kawai Paisagismo

Inspirado no conceito japonês de ikigai — aquilo que dá sentido e propósito à vida —, o jardim assinado por Vitor Kodama propõe uma reflexão sobre afeto, memória e natureza.

Totens revestidos com pedra, espelhos e vegetação criam jogos de reflexos ao longo do percurso, aproximando visitantes e paisagem. Distribuídos sobre o deque, esses elementos estruturam a circulação e reforçam o caráter contemplativo do espaço. Os ikebanas presentes no projeto ampliam a conexão com a tradição familiar e cultural que inspira o ambiente.



 

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THAMIRIS DE SOUZA
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