SOMP amplia compreensão sobre síndrome que vai além dos ovários

Atualização da nomenclatura destaca o caráter metabólico e hormonal da condição, uma das mais frequentes entre mulheres em idade reprodutiva

Por MARINA OLIVEIRA
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Uma das condições ginecológicas mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva ganhou uma nova nomenclatura. A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) passa a ser chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A mudança reflete com mais precisão a complexidade da doença e seus impactos além dos ovários. 

O novo nome destaca que a condição envolve alterações hormonais e metabólicas que podem afetar diferentes sistemas do organismo. Segundo a ginecologista Graziela Boccasanta, médica cooperada da Unimed Curitiba, a mudança acompanha a evolução do conhecimento científico sobre a doença. "O novo nome mostra que se trata de uma condição muito mais ampla. Ela envolve a ginecologia, a endocrinologia e o funcionamento do organismo como um todo", afirma. 

Além de alterações menstruais e dificuldade para engravidar, a síndrome pode provocar acne, aumento de pelos em regiões como rosto e abdômen e favorecer o ganho de peso. Também está relacionada à resistência à insulina, ao diabetes tipo 2, à hipertensão e a outras alterações metabólicas. Estudos recentes apontam ainda que mulheres com a síndrome apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral. 

O diagnóstico leva em consideração um conjunto de critérios clínicos e laboratoriais, como irregularidade menstrual, sinais de excesso de hormônios androgênicos e exames complementares. A presença de múltiplos folículos nos ovários pode contribuir para a investigação, mas não é suficiente nem obrigatória para confirmar o diagnóstico. 

O tratamento é definido de forma individualizada, de acordo com os sintomas e os objetivos de cada paciente. Mudanças no estilo de vida, no entanto, continuam sendo o principal pilar do cuidado. "A prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada fazem parte do tratamento de todas as pacientes e ajudam a reduzir os impactos da síndrome na saúde", destaca Graziela. 

Sobre a Unimed Curitiba 

Maior operadora de planos de saúde do Paraná, com quase 45% do mercado de acordo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Unimed Curitiba está entre as maiores singulares do Sistema Unimed. Com quase 55 anos de atuação, reúne mais de 5 mil médicos cooperados ativos, 2 mil colaboradores e 665 mil clientes em Curitiba e outros 24 municípios da região metropolitana. Sua rede credenciada é composta por quase 370 prestadores, entre clínicas, hospitais e unidades laboratoriais, das quais 24 são próprias (Unimed Laboratório). Além da sede administrativa localizada no Tarumã, possui unidades assistenciais, o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, o pronto atendimento em Araucária e o Espaço Saúde. 

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FONTE: Unimed Curitiba