Desafios da escala 12x36 exigem automação e controle do ponto
RP Ponto alerta que turnos prolongados aumentam a complexidade operacional para o RH e demandam processos precisos para mitigar riscos de litígios
Imagem Ilustrativa | Foto: Magnific
Com a discussão sobre o fim da escala 6x1 no Congresso, empresas e departamentos de RH voltam a revisar modelos de jornada e seus impactos operacionais. Nesse contexto, a escala 12x36 também exige atenção redobrada no controle de ponto, no cálculo de adicionais e na prevenção de erros que podem gerar passivos trabalhistas. “Escalas longas aumentam a complexidade do cálculo de folgas e adicionais e elevam o risco de erros no fechamento do ponto”, afirma Daniel Cardozo, CEO da RP Ponto, provedora de soluções digitais para controle de ponto e gestão de jornada.
A escala 12x36 prevê 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso e é adotada principalmente em setores como saúde, segurança e serviços de emergência. Embora seja um regime já consolidado em muitas empresas, sua aplicação segue exigindo atenção jurídica e operacional, sobretudo em relação a feriados, intervalos e horas extras.
Desde a reforma trabalhista de 2017, a 12x36 pode ser pactuada por acordo escrito e também por instrumentos coletivos, o que ampliou sua adoção em diferentes categorias profissionais. Ainda assim, o enquadramento correto continua sendo decisivo para evitar conflitos sobre a forma de compensação da jornada e o pagamento de adicionais.
No caso dos feriados, a definição sobre pagamento em dobro ou compensação depende da redação do acordo e da norma coletiva aplicável. Quando há previsão expressa sobre a folga de 36 horas, a empresa pode adotar esse entendimento. Na ausência de cláusula clara, convenções coletivas e decisões judiciais podem determinar pagamento em dobro ou folga compensatória, reforçando a importância de análise jurídica antes da definição da folha.
Outro ponto de atenção está no intervalo intrajornada e no cálculo de horas extras, que precisam observar a regra aplicável a cada categoria. Erros nesses controles podem gerar divergências no fechamento de ponto, aumento de custos e questionamentos trabalhistas.
Turnos prolongados também podem afetar a saúde e a segurança do trabalhador, além de ampliar o risco de passivos quando a jornada não é monitorada com precisão. Na rotina da empresa, isso costuma aparecer em falhas de registro, pagamento incorreto de adicionais e sobrecarga de equipes que acumulam funções sem o descanso devidamente controlado.
“Quando o controle de jornada é feito de forma manual, aumentam as chances de inconsistências entre o que foi trabalhado e o que foi registrado”, afirma Daniel Cardozo. “Com processos mais organizados, o RH ganha previsibilidade para atuar com mais segurança e menos retrabalho.”
A automação e a centralização dos registros de jornada ajudam o RH a reduzir o tempo gasto em tarefas operacionais e a ampliar a capacidade de análise sobre atrasos, faltas, horas extras e demais variáveis da rotina. Com isso, o departamento passa a ter mais base para decisões sobre escala, alocação de equipes e fechamento de folha.
Sobre a RP PontoCom uma história que se estende por quase quatro décadas, a RP Ponto é uma provedora de soluções digitais para o controle de ponto e acesso em empresas de todos os portes. A empresa equilibra experiência e inovação para oferecer sistemas que ajudam na segurança digital, proteção de dados e alinhamento com a legislação.
Atendendo clientes em todo o Brasil, a RP Ponto se concentra em simplificar a rotina do RH e da administração. Suas soluções tecnológicas acessíveis facilitam a coleta, organização e análise dos dados da jornada de trabalho, incluindo registros detalhados de entradas, saídas, horas extras e ausências.
Além da tecnologia, a RP Ponto oferece consultoria especializada na análise dos dados de ponto, auxiliando empresas a identificar padrões de comportamento, fornecendo recomendações customizadas para otimizar o dia a dia.
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