Como se planejar para viagens internacionais com as novas exigências globais
Da atualização de vacinas às regras alfandegárias e aos custos da saúde no exterior, preparar uma viagem exige atenção a etapas essenciais.
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A retomada e o aumento do turismo global nos últimos anos vieram acompanhados de protocolos sanitários, exigências documentais e maior atenção aos riscos financeiros relacionados à saúde durante a estadia no exterior. Dados da Bradesco Saúde, por exemplo, mostram que a demanda por vacinas entre clientes do serviço Concierge cresceu 13% entre 2024 e 2025, o que indica maior procura por medidas preventivas antes do embarque.
Entre os imunizantes mais procurados estão as vacinas contra febre amarela, meningite ACWY e a combinação dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) + VIP (vacina inativada contra poliomielite), indicada para proteção contra difteria, tétano, coqueluche e poliomielite. Segundo Maria Beatriz Padilha, superintendente sênior da Bradesco Saúde, em entrevista à revista Apólice, esse movimento demonstra que a imunização passou a ocupar um papel mais relevante na preparação dos viajantes.
"Em um cenário de crescente conscientização sobre saúde preventiva, esse avanço reflete não apenas a confiança dos beneficiários no serviço, mas também a valorização da imunização como um pilar para o bem-estar e a segurança em diferentes contextos, especialmente em viagens."
Além da saúde, mudanças nas exigências de entrada em diferentes países fizeram com que turistas precisassem acompanhar constantemente as regras de imigração, documentação e alfândega para evitar contratempos.
A nova era do planejamento de viagens internacionais
Nos últimos anos, diversos governos passaram a revisar seus protocolos de entrada para ampliar o controle sobre documentos, certificados sanitários e declarações alfandegárias. Embora muitas restrições adotadas durante a pandemia tenham sido flexibilizadas, o monitoramento sanitário continua sendo uma prioridade em diversas regiões do mundo.
Segundo a Organização Mundial do Turismo (ONU Turismo), a recuperação do setor vem sendo acompanhada por investimentos em segurança, digitalização de processos e fortalecimento dos sistemas de saúde voltados ao atendimento de visitantes internacionais.
No Brasil, iniciativas também têm buscado ampliar a cooperação internacional. Em 2025, os governos brasileiro e canadense assinaram um memorando de adesão à Coalizão Global do Grupo dos 20 (G20) para a Saúde, iniciativa voltada ao fortalecimento da preparação internacional diante de futuras emergências sanitárias e ao compartilhamento de boas práticas em saúde pública.
Regulamentações sanitárias e os custos em saúde no exterior
Em diversos destinos, consultas, exames e internações na rede privada podem representar despesas de milhares de dólares, especialmente em países onde não existe atendimento público para turistas.
Ao mesmo tempo, diferentes nações mantêm normas rígidas para a entrada de medicamentos controlados, alimentos e produtos agrícolas, como forma de reduzir riscos sanitários e proteger a produção local. Por isso, verificar previamente as exigências oficiais continua sendo uma das etapas mais importantes da organização da viagem.
Assim, além de conferir as regras de entrada no país de destino, o viajante precisa considerar os custos envolvidos caso ocorra uma emergência durante a estadia. Nesses casos, um seguro viagem pode ajudar a reduzir o impacto financeiro de despesas médicas, além de oferecer assistência em situações como atraso de voos ou perda de bagagem, conforme as condições contratadas.
Além da assistência médica, esse tipo de proteção costuma incluir coberturas relacionadas ao cancelamento de viagens, perda de bagagem, atrasos de voos e assistência jurídica, conforme as condições previstas em cada contrato.
Especialistas também recomendam manter cópias digitais dos documentos, registrar contatos de emergência e consultar previamente a rede de hospitais disponível no destino.
A importância da prevenção financeira contra imprevistos de saúde
Embora seja impossível eliminar completamente os riscos de uma viagem internacional, algumas medidas reduzem significativamente a chance de enfrentar problemas durante a estadia.
Entre elas estão manter a carteira de vacinação atualizada, acompanhar os comunicados das autoridades sanitárias, respeitar as regras de imigração e organizar toda a documentação antes da partida. Também vale considerar possíveis variações cambiais e despesas inesperadas que possam surgir durante a viagem.
A prevenção financeira passou a ocupar espaço semelhante ao planejamento do roteiro. Afinal, um atendimento médico de urgência, uma internação ou um cancelamento inesperado podem comprometer o orçamento de uma viagem inteira quando não há preparação prévia.
Mais do que uma tendência, especialistas apontam que viajar hoje envolve administrar riscos de forma mais consciente. Planejamento, informação e atenção às exigências de cada destino permitem que o turista aproveite a experiência com maior tranquilidade, reduzindo imprevistos e evitando custos que poderiam ser minimizados com organização antecipada.
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