10/11/2016 às 18h53min - Atualizada em 10/11/2016 às 18h53min

Homem morre em hospital de Jacobina após 9 dias aguardando regulação para Salvador

Fonte: Jacobina Notícias

Domingos Pereira Trindade não resistiu a luta que travava desde o dia 1º de novembro nas dependências do Hospital Municipal Antônio Teixeira Sobrinho (HMATS) em Jacobina. Depois de sofrer uma crise epilética, Domingos acabou caindo e sofreu graves lesões, sendo diagnosticadas fraturas em duas costelas – que perfuraram seu pulmão -, e Traumatismo Craniano Encefálico – TCE.

Para que Domingos tivesse chances de sobreviver, ele teria que ser transferido de Jacobina para um hospital do estado em Salvador ou Feira de Santana. O Sistema de Regulação do Estado foi informado da gravidade de Domingos assim que ele foi internado e Jacobina, há 9 dias atrás, mas até o momento do seu falecimento não foi providenciada a sua transferência de hospital.

IRMÃ FEZ DESABAFO

Na última segunda-feira, 7, uma irmã de domingos entrou em contato com o Jacobina Notícias para relatar o sofrimentos de seu irmão e de toda a família. Revoltada com o descaso do Sistema de Regulação do Estado da Bahia, a estudante de Direito Maria Pereira desabafou. “Esse sistema de regulação atinge a dignidade da pessoa humana não só do paciente mas também de toda a sociedade, pois mostra que mesmo com todo avanço tecnológico que obtemos, o ser humano não é tratado de forma humana”, disse a irmã de Domingos.

REGULAÇÃO É ‘CÂMARA DE GÁS NAZISTA’

Ela também chamou a atenção da população para o Sistema de Regulação e pediu para que as pessoas não fiquem inertes ao que classificou como descaso. Maria Pereira comparou o Sistema com ‘as câmaras de gás nazistas’, que foram usadas para matar milhões de judeus durante a segunda Guerra Mundial.

“Não ficamos inertes, fomos pesquisar como funciona o sistema de regulação e descobrimos que dificilmente o paciente será regulado, porque o Estado não oferece esse serviço de alta complexidade suficiente para cobrir a demanda ou pelo mitigar as necessidades existentes. Portanto, chamo a atenção do nosso povo que não espere para reagir quando somente chegar o problema até sua família, vamos nos solidarizar, buscar reivindicar para que os nossos governantes busquem usar sua racionalidade para resolver os problemas sociais e não só para os enriquecer”, destacou Maria Pereira.

 


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