07/07/2020 às 21h28min - Atualizada em 07/07/2020 às 21h28min

Três soldados suspeitos de extermínio e extorsões na Bahia se entregam à polícia; um continua foragido

Outros três policiais foram presos na segunda-feira (6). Suspeitos fazem parte da 32ª Companhia Independente da PM, em Pojuca.

Fonte: G1

Três soldados da 32ª Companhia Independente da PM, em Pojuca, alvos da operação deflagrada em Salvador e interior da Bahia, contra policiais suspeitos de participar de grupos de extermínio e extorsões, se entregaram na manhã desta terça-feira (7). Conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), outros três policiais que eram alvos da ação já estavam presos e um continua foragido.

Segundo informações da SSP, os policiais se apresentaram com advogados, na Corregedoria Geral da PM, em Salvador. Eles foram ouvidos, depois passaram por exames no Departamento de Polícia Técnica (DPT) e, em seguida, foram encaminhados para o Batalhão de Choque, onde cumprirão prisão temporária de 30 dias.

Equipes das Corregedorias Geral da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar seguem procurando o sétimo PM integrante do grupo, que está mandado de prisão em aberto. Ele não foi encontrado durante a operação e também não se apresentou.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, entre os sete alvos dos mandados, que possuem patentes de subtenente e soldado, está uma mulher.

Operação

A SSP informou que o grupo passou a ser investigado depois de um roubo que aconteceu na cidade de Igaporã, no dia 9 de junho deste ano. Um imóvel foi invadido por homens fardados que diziam cumprir mandado judicial.

Diante do caso, as Corregedorias Geral da SSP e da PM aprofundaram as investigações e descobriram indícios de participações de outros militares no crime. Informações preliminares apontam que o grupo, em algumas situações, usava fardas rajadas (conhecida popularmente como Caatinga) e invadia locais usados por traficantes para sequestrar criminosos ou parentes.

Além dos delitos de extorsão mediante sequestro, associação criminosa e roubo, os policiais são investigados também por abuso sexual. Uma das vítimas presa pelos investigados, além de ter o celular roubado, alegou ter sido abusada.

A operação deflagrada em Salvador e interior da Bahia prendeu três PMs, na manhã de segunda-feira (6). A força-tarefa cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão nos municípios de Pojuca, Alagoinhas, Capim Grosso, Igaporã e Feira de Santana. Cerca de 140 policiais militares e civis cumpriram as ordens judiciais expedidas pela Auditoria Militar de Salvador e pela comarca de Igaporã.

Os três PMs presos na segunda-feira foram apresentados no Batalhão de Choque (BPChq) da PM, em Lauro de Freitas, após passarem por exames de corpo de delito. Os militares vão cumprir as prisões temporárias de 30 dias, no Batalhão de Choque.

Além dos agentes públicos, um homem que atua como vigilante também foi alvo da operação. Ele foi capturado em Igaporã e apresentado na Delegacia de Guanambi.

A força-tarefa tem 30 dias para concluir a investigação, que é o prazo das prisões temporárias, que podem ser prorrogadas por igual período.

 
 

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