Quem está por trás do negócio?
Bruno Corano
ASSESSORIA DE IMPRENSA
03/04/2025 20h21 - Atualizado há 13 horas
Bruno Corano
O que a gente mais observa quando compra um negócio em estágio embrionário ou ainda pequeno é o perfil do empresário. É assim porque, geralmente, o empreendimento tem uma dependência muito grande de seu líder, não apenas pelo fato de tê-lo criado, mas também por falta de recursos para investir em profissionalização e substituição. É por isso que, nesses meus 30 anos investindo em empresas de diferentes maneiras, a primeira pergunta que deve ser feita e que aprendi com meus mentores é: “Quem é a pessoa por trás do negócio?”. O mais comum de acontecer no venture capitalism é o investidor entrar assumindo a parte financeira da empresa. Isso significa que o fundo entra com investimento já tendo o direito de indicar um CFO, um diretor financeiro ou gerente financeiro do grupo. Esse profissional será uma pessoa dentro da empresa, mas que está trabalhando para o fundo. É assim que acontece justamente para prevenir eventuais questões futuras. Comprar uma empresa é muito semelhante a um casamento. Para dar certo, as partes envolvidas precisam ter interesses em comum, modelos muito bem resolvidos, ainda que temporários. Quando está tudo muito claro entre o casal, a relação funciona, seja ela baseada no amor, no dinheiro ou no projeto de ter um filho, por exemplo. Todos precisam entender exatamente quais são os ganhos, as perdas e as concessões. Não dá certo quando um empresário quer o VC só por causa do dinheiro. Ele precisa entender que com o VC virá uma série de obrigações e que o dinheiro deverá ser usado para fomentar o negócio, não para ele próprio embolsar. O interesse comum entre ambos deve ser justamente ver o empreendimento crescer. Você já deve ter ouvido aquela expressão: “Quem tem sócio, tem chefe”. É por conta disso que é tão determinante o perfil do líder da empresa. É normal o empreendedor ter um vínculo emocional com o negócio, mas quando é demasiado, pode trazer muita dor de cabeça. Quer ver? Imagine um CEO de empresa que começa a ver o seu negócio em expansão após o investimento do venture capital. Com a profissionalização, é comum que o fundo queira vender uma parte dele para trazer mais investidores. Aos poucos, o venture capital tira o poder onipotente e onipresente do dono. Se ele não tiver entendimento, isso vai dar problema. Quem atua em venture capital está em busca de empreendedores colaborativos e acessíveis. Líderes que se mostram arrogantes costumam ignorar feedbacks e sugestões. O que se espera de um empresário é certo nível de maturidade para captar recursos. É importante ter experiências e competências, capacidade de execução, resiliência e adaptabilidade. É necessário demonstrar habilidades de negociação para lidar com investidores, clientes, parceiros, funcionários e stakeholders, sempre a partir de uma comunicação eficaz, aberta e segura. Em última instância, transparência é imperativa como uma prova de integridade e ética. Para finalizar, eu gostaria de ressaltar que, para atuar como investidor em venture capital, ou captar recursos como empresário, é preciso entender e gostar de pessoas. Gostaria ainda de deixar algumas provocações. Se você é gestor de investimentos, eu gostaria que você se questionasse: “Quem são as pessoas por trás dos meus investimentos? Eu os conheço? Quais são suas qualidades?”. E para você, CEO de startup, empreendedor, empresário. Antes de decorar seu plano de negócios, ensaiar para o próximo pitch, perder o sono desenhando mapas mentais, tabelas e gráficos, eu gostaria que perguntasse a si próprio: “Qual é o meu valor?”. Eu espero que a partir dessas respostas, suas parcerias atuais e futuras sejam ainda mais prósperas. . Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
NEIDE LIMA MARTINGO PEREIRA
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FONTE: Bruno Corano