A artista segue em cartaz na coletiva na Galeria Izabel Pinheiro até 26 de abril e na itinerância de sua individual “Lições da Pedra”, que abre em Botucatu dia 5/4 e segue para Itu (julho) e Ribeirão Preto (dezembro), com curadoria de Mario Gioia.
Em Lisboa, a artista está presente na coletiva “Paisagem Zero”, com curadoria de Cristiana Tejo, parte do circuito da Feira de Arte Contemporânea ARCO, a partir de maio. Nos trabalhos da artista a cor pulsa em uma fricção entre a figuração barroca, rural e mineira
A artista Naira Pennacchi lança na sexta-feira, 4 de abril, o livro autoral que reúne toda sua produção até o momento, com textos de Ana Avelar e Bianca Coutinho Dias, pela editora Martins Fontes no estande da livraria Paisagem, na SP-Arte, principal feira de arte da América Latina. Nascida em Minas Gerais, na cidade de Jacutinga, a artista que hoje divide sua produção entre Ribeirão Preto (SP) e Lisboa (PT), segue em cartaz na coletiva “A memória é uma paisagem contemplada de um comboio em movimento”, com curadoria de Mario Gioia, que segue na Galeria Izabel Pinheiro até o dia 26 de abril.
No livro, que reúne sua produção artística até o atual momento, reunindo esculturas, instalações e pinturas, trabalhos em diversos suportes revisitam as diferentes fases do trabalho da artista, que está em cartaz em quatro distintos espaços do estado de São Paulo. Além de estar presente nos estandes da feira da Galeria Izabel Pinheiro e da AM Galeria (MG), Naira fará itinerância ao longo do ano com a individual “Lições da Pedra”, que passa pelas cidades de Botucatu (5/4), Itu (12/6) e Ribeirão Preto (dezembro).
Nas palavras de Ana Avelar no texto que integra a edição, o trabalho de Naira une “figurações barroca, rural mineira e desejo de abstração”, numa linguagem e uso da cor que evocam as gramáticas de Matisse e Cristina Canale, só para citar duas das influências mais evidentes.
Para Bianca Coutinho Dias, que assina um texto com um olhar que passa pela psicanálise, “são paisagens internas, de um interior que pode ser de casa, da cultura caipira, ou paisagens de uma instância afetiva, psicológica e subjetiva”, delineia. “A aparição acontece não como representação, mas como enigma”, completa. Psicanalista, a crítica de arte também chama a atenção para sua “paleta carregada de pulsação própria, como se sua cor convocasse outras, numa atmosfera imersiva de sonho e delírio”.
Ainda na perspectiva da crítica em texto presente no livro, nas obras presentes em seu trabalho, sejam em telas, objetos ou vídeos, “há um fricção entre a figuração barroca rural e mineira”, presente nas imagens recorrentes de sua infância em Jacutinga, cenário rural, como galos e teleiros que servem de base para os pigmentos densos que criam quase relevos nas composições, “um jogo entre interior e exterior, memória e transmissão”.
Naira também participa a partir de 10 de maio da coletiva “Paisagem Zero”, em Lisboa, no Now Here, parte do circuito expositivo da feira contemporânea de arte ARCO. A exibição, com curadoria de Cristina Tejo e com nome inspirado em um trabalho de Vicente do Rego Monteiro, segue até 1/6. Para quem reconheceu o sobrenome, Naira é sobrinha-neta de Aldo Pennacchi, que fez parte do grupo Santa Helena junto a artistas como Alfredo Volpi.
Sobre Naira Pennacchi
Nascida em Jacutinga (MG) em 1980, Naira é artista visual desde 2016, atualmente vive e trabalha entre Ribeirão Preto/SP e a capital portuguesa, Lisboa. Com produção predominante em pintura e também com trabalhos em outras linguagens, como vídeos, objetos, instalações, desenhos e obras sonoras.
Naira Pennacchi teve projetos de sua autoria contemplados em editais públicos como o do Museu de Arte Contemporânea de Campinas José Pancetti (agosto de 2022), Museu de Arte de Blumenau (2021), 18o Programa de Exposições do Marp (2021) e Mostra Museu (2021), entre outros. No ano de 2019, participou de residência no Centro de Arte Contemporânea W. Entre as exposições com sua participação, destacam‐se as coletivas Sobre Planetas Edílios e Miudezas (AM Galeria de Arte, São Paulo, 2023, curadoria de Mario Gioia), Projeto Portfólio (AM Galeria de Arte, Belo Horizonte, 2023, curadoria de Guilherme Bueno), Breves Narrativas de Sonho (Casa da Luz, SP, 2020, curadoria de Mario Gioia), Interiores (Centro de Arte Contemporânea W, Ribeirão Preto, SP, 2018, curadoria de Josué Mattos) e as realizadas em conjunto com os artistas do Ateliê da Praça, grupo de estudos na cidade onde vive ‐ Ao redor (2020), Em Meio A (2018) e (A)nota(çõe)s (2017). Fez as individuais Travessias (Galeria Gare, São Paulo/SP, 2023), Ornamento Cósmico (CAC W – Ribeirão Preto/SP, 2023) The Giving Tree (Galeria Pilar, São Paulo/SP, 2022),Garras de galo (Ateliê da Praça, Ribeirão Preto, 2021) e Acordes Cromáticos (Galeria de Arte Solange Viana, Cotia, SP, 2020).
Participou de grupos de estudos como o de Thiago Honório e Ana Paula Cohen (2022), Paulo Pasta, no Instituto Tomie Ohtake (2018), Paulo Gallina (2018‐19) e Mario Gioia (2017‐19). Suas obras foram selecionadas e expostas em salões como o de Praia Grande (2018) e Ubatuba (2019). Telas da artista também foram exibidas nas recentes edições de diversas feiras de arte contemporânea, em 2018 e 2023.
Serviço:
Lançamento do Livro Naira Pennacchi
SP-Arte
Pavilhão do Ibirapuera, estande da Livraria Paisagem - 2º pavimento
4 de abril, 17h
Título: Naira Pennacchi
Organizador: Mario Gioia
Versão para o inglês: Alessandra Duarte
Número de páginas: 256
Ano: abril/2025
Editora: WMF Martins Fontes
ISBN: 978-85-469-0717-5
Formato: 20 cm x 26 cm
Preço: R$ 200
Sobre Mario Gioia
Curador independente e crítico de arte, é graduado pela ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). Foi crítico convidado de 2013 a 2015 do Programa de Exposições do CCSP (Centro Cultural São Paulo) e fez, na mesma instituição, parte do grupo de críticos do Programa de Fotografia 2012. Em 2015, no CCSP, fez a curadoria de Ter Lugar para Ser, coletiva com 12 artistas sobre as relações entre arquitetura e artes visuais. Integrou o grupo de críticos do Paço das Artes desde 2011, instituição na qual fez o acompanhamento crítico de Luz Vermelha (2015), de Fabio Flaks, Black Market (2012), de Paulo Almeida, e A Riscar (2011), de Daniela Seixas. Em 2019, iniciou o projeto Perímetros no Adelina Instituto, em SP, dedicado a artistas ainda sem mostras individuais na cidade, que contou com exposições de João Trevisan (DF), Lara Viana (BA), Claudia Hamerski (RS), Dirnei Prates (RS) e Larissa Camnev (Campinas, SP). Na feira ArtLima 2017 (Peru), assinou a curadoria da seção especial CAP Brasil, intitulada Sul-Sur, e fez o texto crítico de Territórios forjados (Sketch Galería, 2016), em Bogotá (Colômbia). Em 2018, assinou a seção curatorial dedicada ao Brasil na feira Pinta (Miami, EUA).
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LAILA ABOU MAHMOUD
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