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Limpeza é um hábito

Mudanças Climáticas

Renato Nalini
23/10/2025 05h31 - Atualizado há 1 mês
Limpeza é um hábito
Domínio Público
            A visita à China permitiu constatar o quão relevante é o exercício responsável da cidadania. Todas as cidades que percorri são enormes. Até maiores do que São Paulo: Pequim, Xangai e Shenzen, por exemplo. Muitos milhões de habitantes e uma limpeza admirável.
            Não há um pedaço de papel nas ruas. Não há garrafas pet abandonadas. Não há pixação, nem maltrato da coisa pública. Ao contrário, todos os espaços públicos são cobertos de vegetação colorida. A nossa primavera, cujo nome correto é buganvília, cobre a proteção das pontes e viadutos. Está em todos os lugares, públicos e particulares.
            Os chineses também plantam muito bambu, que nós geralmente desprezamos e dizemos que têm raízes invasoras. Lá na China, sob os viadutos há jardins. As colunas das pontes e viadutos são cobertas por trepadeiras. Há inúmeros telhados verdes. A vegetação faz parte da cultura chinesa.

            Como é interessante verificar o quão importante é a cultura milenar, a filosofia confucionista e a tradição que já faz parte do DNA da população. Ela sabe que não existe o “jogar fora”, porque tudo está dentro do único planeta que nos hospeda e nos acolhe. A nós, que não sabemos preservar os recursos naturais e da Terra tudo extraímos, sem a preocupação em devolver o que nos fará falta, se tudo continuar até o exaurimento completo dos bens gratuitos ofertados pela mãe natureza.
            Inacreditável que falte resíduo sólido para uma população de quase um bilhão e meio de pessoas, cujas UREs – Unidades de Recuperação Energética transformam em energia aquilo que desperdiçamos. A China está extraindo resíduos de antigos aterros sanitários. Um exemplo para nós, que produzimos mais de quinze mil toneladas diárias de lixo.
            Muito a aprender com a China, que está anos luz à nossa frente quando se cuida de preservação e de consistente política sustentável. Cultura cidadã, que assume responsabilidade ecológica e não procura atribuir todas as obrigações ao Poder Público. Chegaremos lá!

*José Renato Nalini é Secretário Executivo de Mudanças Climáticas de São Paulo.  
 

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LUCIANA FELDMAN
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