Quando a Sombra do Passado Permanece: Entendendo e Tratando o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
Mais do que uma Memória: O Sofrimento Persistente que Exige Atenção Profissional
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O trauma, em sua intensidade, pode deixar marcas profundas que vão além da lembrança de um evento doloroso. Quando o sofrimento persiste, invadindo a vida diária e paralisando o indivíduo, ele pode se configurar como um Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). A psicóloga Cristina Laubenheimer explica que o diagnóstico do TEPT não é imediato, pois "tem que dar um tempo para o organismo também buscar sua resolução". No entanto, se o organismo não encontra essa resolução e o sofrimento se mantém por um período prolongado, a intervenção profissional se torna crucial. "Passaram, por exemplo, seis meses e essa pessoa continua pensando, aquele pensamento vem, aquilo não sai, fica toda hora vindo na cabeça como flashes do que aconteceu", descreve a psicóloga. "A pessoa está paralisada, ela começa a ficar muito angustiada, ela perde o sono, algumas perdem o apetite, ela não consegue fluir". Esses são sinais claros de que o trauma se transformou em TEPT, um transtorno que exige atenção especializada para evitar desdobramentos ainda mais severos, como depressão e, em casos extremos, o suicídio. A Psicóloga Cristina destaca que o TEPT não se restringe apenas a eventos vivenciados diretamente, como os traumas de guerra frequentemente associados a soldados. Existe também o que ela chama de "trauma coletivo", que pode surgir da observação e do testemunho do sofrimento alheio. A pandemia de COVID-19 é um exemplo marcante desse fenômeno, onde a constante exposição a notícias sobre mortes e enfermidades gerou um trauma generalizado, mesmo entre aqueles que não contraíram o vírus. "As pessoas viam aquelas pessoas morrerem, aquela informação, virou um trauma como se tivesse tido o Covid", exemplifica. Além de catástrofes e conflitos, situações cotidianas que representam uma quebra brusca de segurança e estabilidade também podem desencadear o TEPT. "Uma demissão inesperada, um profissional que se sentia super bem, um trabalho super seguro e chega um dia e ele tem a notícia, olha, deixa seu computador no RH, você está demitido. Isso pode se tornar um estresse pós-traumático para a pessoa", explica a psicóloga. Abordagens Terapêuticas Eficazes para o TEPT: EMDR e Brainspotting A importância do tratamento e da terapia é inegável para aqueles que sofrem de TEPT. "Para trabalhar o TEPT, é quando você vai ter a ajuda do profissional para poder resolver isso", afirma Cristina. Felizmente, existem abordagens terapêuticas comprovadamente eficazes que auxiliam na superação do TEPT, permitindo que os indivíduos processem as memórias dolorosas e recuperem o bem-estar. 1. EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares): O EMDR é uma abordagem psicoterapêutica integrativa, altamente eficaz no tratamento do TEPT. Desenvolvida pela Dra. Francine Shapiro, baseia-se na ideia de que os sintomas do trauma resultam de memórias não processadas que ficam "presas" no cérebro. O terapeuta guia o paciente através de movimentos oculares bilaterais (ou outras formas de estimulação bilateral, como toques ou sons), enquanto o paciente se concentra na memória traumática perturbadora. Acredita-se que esses movimentos ajudam a ativar o sistema de processamento de informações inato do cérebro, facilitando a dessensibilização da memória perturbadora e seu reprocessamento. Isso permite que a pessoa elabore o evento traumático de forma mais adaptativa, reduzindo a intensidade emocional e as perturbações cognitivas associadas. O objetivo é transformar a memória de um evento angustiante em algo que possa ser lembrado sem o mesmo sofrimento. 2. Brainspotting: Desenvolvida pelo Dr. David Grand, o Brainspotting é uma técnica neurobiológica que identifica, processa e libera fontes de trauma, incluindo as manifestações do TEPT. A premissa fundamental é que "onde você olha afeta como você se sente". O terapeuta auxilia o paciente a encontrar pontos específicos no campo visual (brainspots) que estão relacionados a ativações neurais ligadas a experiências traumáticas e emoções intensas. Ao manter o olhar fixo em um brainspot, o paciente consegue acessar e processar diretamente as emoções e sensações corporais associadas ao trauma de forma profunda e direcionada. Essa abordagem facilita a liberação do estresse e da tensão armazenados no sistema nervoso, promovendo uma cura que muitas vezes não é alcançada apenas pela fala. É fundamental reconhecer e abordar os efeitos do TEPT em todas as esferas da vida, pois o sofrimento não tratado pode comprometer a saúde mental, os relacionamentos e a capacidade de funcionamento do indivíduo. A busca por ajuda profissional não é um sinal de fraqueza, mas sim um passo corajoso em direção à recuperação e à construção de uma vida mais plena e resiliente. Para contratar apoio psicológico para tratar traumas e tept basta enviar um e-mail para: [email protected] e 21 9 9221 5755 Sobre a psicóloga Cristina Laubenheimer Cristina Laubenheimer é Psicologa Clinica. especializada em Terapia Cognitivo Comportamental; em terapia sistêmica de casal e familia; Terapeuta de trauma formada em EMDR e Brainspotting, Formação em DBT( Terapia Comportamental Dialetica), Mindfullness. Coach Pessoal e Profissional. Ela também é Consultora e Palestrante de Estresse Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
YARA LUMENA FERREIRA ROCCA
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FONTE: Yara Rocca