Os adolescentes da Fundação CASA Rio Pardo, em Ribeirão Preto, participaram, no dia 25 de janeiro, de uma apresentação de maracatu com o grupo Nzila Baque Angola.
A ação foi realizada através de convite do coordenador pedagógico Eliano dos Anjos Moreira, e levou a sonoridade de origem pernambucana para os 112 adolescentes que cumprem medida socioeducativa, divididos em dois grupos de 56 jovens em dois horários distintos.
O grupo realizou, além da performance, uma roda de conversa com os adolescentes, em que eles compartilharam a história do maracatu, falando sobre os instrumentos e a importância cultural do ritmo musical. Durante a apresentação, os jovens dançaram e puderam tocar os instrumentos acompanhados dos músicos.
Segundo Eliano, o dia ficou marcado pelo aprendizado e pela valorização da cultura popular. “Os adolescentes participaram com entusiasmo da apresentação; eles puderam compreender a importância do maracatu enquanto manifestação cultural. Além disso, a apresentação engajou todos os servidores do centro de atendimento”, afirmou.
O grupo Maracatu Nzila Baque Angola surgiu em 2021 na comunidade do Brejo, no bairro Campos Elísios, e tem como pilar o acolhimento de jovens e adultos através do Baque Angola — vertente tradicional do maracatu — levando o gênero para todos, sem barreiras de gênero, raça ou idade.
Para a presidente da Fundação CASA, Claudia Carletto, a inclusão dos adolescentes na cultura brasileira cria conexão com sua realidade. “As manifestações populares brasileiras criam vínculos que nos conectam com a raiz da nossa existência enquanto povo. Proporcionar aos jovens esse contato é colaborar para uma sociedade mais igual e justa”, declarou.
Sobre a Fundação CASA A Fundação CASA, vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade, determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social. Mais informações em: https://fundacaocasa.sp.gov.br/.