Com entrada gratuita, a montagem proporcionou uma experiência de profunda imersão e fé em sua primeira noite. O público reagiu com visível comoção a cada cena, destacando a narrativa envolvente e a grandiosidade da produção. Sob a direção geral de César Crispim e organização do Grupo Escalet, o projeto elevou o nível técnico com figurinos inéditos e adereços rigorosamente pesquisados para recriar a atmosfera da Judeia, garantindo um realismo que impressionou os presentes e que será repetido na sessão desta noite.
O elenco, que reuniu 400 artistas, contou com a entrega de grandes nomes da dramaturgia nacional. Miguel Rômulo emocionou o público no papel de Jesus, enquanto Silvia Pfeifer trouxe uma interpretação tocante como Maria. A força cênica de Eriberto Leão como Pilatos, Felipe Roque como Caifás, Neusa Borges como Herodiades e Rodrigo Silva como Herodes, em sintonia com o talentoso elenco local piauiense, garantiu o vigor dramático que manteve a plateia atenta durante as duas horas de exibição ontem e promete repetir o impacto na despedida de hoje.
Para César Crispim, o resultado positivo da primeira apresentação foi fruto de um trabalho árduo que uniu tradição e renovação. Ele ressaltou que a missão de contar a maior história da humanidade foi cumprida com êxito na abertura, gerando um impacto social e cultural profundo na região. Ao completar 31 anos de história, a Paixão de Cristo de Floriano reafirmou sua importância como pilar do turismo religioso no Nordeste, unindo gerações em um espetáculo de arte que ficará na memória de todos que passarem pela Cidade Cenográfica neste final de semana.
Fotos: Gustavo Belo
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FABIANA VASCONCELOS DO NASCIMENTO GOMES
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