Apenas duas capitais brasileiras atingem excelência na redução de perdas de água, aponta Instituto Trata Brasil

Relatório evidencia o desafio nacional no combate ao desperdício hídrico, com altos índices de perdas nas redes, e ressalta a importância de investimentos contínuos em manutenção e tecnologias de detecção de falhas.

Por Agência Web Marketing
2 3 Min

Apenas duas capitais brasileiras atingem excelência na redução de perdas de água, aponta Instituto Trata
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Um levantamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil revelou que o país ainda enfrenta sérios desafios na gestão eficiente de seus recursos hídricos. De acordo com o estudo Instituto Trata Brasil, apenas duas capitais brasileiras — Goiânia e Teresina — conseguiram atingir os padrões de excelência estipulados para o controle e a redução de perdas de água potável nos sistemas de distribuição.

Os dados da pesquisa indicam que uma parcela significativa da água tratada no Brasil é desperdiçada antes mesmo de chegar às torneiras dos consumidores. Esse volume perdido decorre de ligações clandestinas, fraudes, erros de medição e, majoritariamente, de falhas físicas na infraestrutura, como tubulações rompidas, fissuras ou redes desgastadas pelo tempo. Para reverter esse cenário e garantir a eficiência do abastecimento, especialistas do setor de saneamento apontam que a rápida identificação, o monitoramento e o reparo especializado de qualquer vazamento de água nas redes públicas e privadas são medidas operacionais indispensáveis.

O impacto dessas perdas vai além do grave prejuízo ambiental, afetando diretamente a capacidade de investimento das concessionárias e o valor das tarifas repassadas ao consumidor.

"Quando observamos os dados nacionais de perdas hídricas, fica claro que a ineficiência estrutural afeta tanto as grandes redes de distribuição urbana quanto as instalações domiciliares, industriais e comerciais. A aplicação de tecnologias não destrutivas, como a escuta por geofonamento, e a cultura da manutenção preventiva são cruciais para mitigar esse impacto financeiro e preservar o recurso", afirma Wilson dos Santos, sócio proprietário da SP Caça Vazamentos.

A necessidade de adequação às metas estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico — que estipula a redução do índice nacional de perdas na distribuição para o teto de 25% até 2033 — tem mobilizado o poder público e a iniciativa privada em municípios de diversos portes. Na Região Metropolitana de São Paulo, a busca por modernização da infraestrutura e a contenção de danos refletem diretamente na alta procura por métodos de diagnóstico preciso, como o serviço técnico de caça vazamento em Barueri e cidades adjacentes, demonstrando um movimento preventivo do mercado local na tentativa de conter o desperdício invisível.

O relatório do Instituto Trata Brasil reforça, por fim, que o alcance da universalização do saneamento e a garantia da segurança hídrica do país dependem não apenas da expansão do tratamento de esgoto, mas da urgência em estancar as perdas, com exemplos claros de gestão que podem ser seguidos através dos resultados positivos de Goiânia e Teresina.


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MARCOS MOREIRA CANGUSSU
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FONTE: Inst
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