Dia das Mães: Empresas reduzem licenças ampliadas e impacto recai sobre mulheres
Advogado previdenciário e trabalhista, Dr. Márcio Coelho, avalia os impactos da redução das licenças estendidas e o peso que ainda recai sobre as mães na rotina profissional
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Às vésperas do Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), um levantamento da VR, com base em cerca de 4 milhões de trabalhadores brasileiros, trouxe novamente à tona a realidade enfrentada por mães no mercado formal. Apesar de prevista no programa Empresa Cidadã, a licença-maternidade de 180 dias vem se tornando menos frequente no país. Os dados mostram que apenas 8% das licenças concedidas às mulheres no primeiro trimestre de 2026 ultrapassaram os 120 dias garantidos por lei. Em 2023, esse percentual era de 11%. Entre os homens, o cenário também chama atenção: apenas 5% tiveram acesso aos 20 dias previstos para empresas participantes do programa. Para o advogado previdenciário e trabalhista, Márcio Coelho, os números revelam uma dificuldade antiga do mercado em dividir de forma mais equilibrada as responsabilidades familiares. “Ainda existe uma cultura de que o cuidado com os filhos pertence muito mais à mulher. Quando as empresas deixam de aderir às licenças ampliadas, isso acaba reforçando uma lógica que pesa diretamente sobre as mães”, afirma. O levantamento também mostra que, mesmo após o fim da licença, os cuidados continuam mais concentrados nas mulheres. Até abril deste ano, elas responderam por 68% dos atestados de acompanhante utilizados para consultas e internações dos filhos. Segundo Dr. Márcio Coelho, essa realidade afeta não apenas a rotina familiar, mas também o crescimento profissional das mulheres. “Muitas mães acabam enfrentando obstáculos silenciosos no ambiente de trabalho. Existe impacto na progressão da carreira, na renda e até na permanência dessas profissionais nas empresas”, explica. Para o especialista, o Dia das Mães também serve como um momento importante para discutir mudanças nas relações de trabalho e na forma como empresas lidam com a parentalidade. “Fala-se muito sobre qualidade de vida e saúde emocional, mas isso precisa aparecer nas práticas do dia a dia. Quando existe divisão mais justa das responsabilidades, toda a estrutura familiar e profissional se beneficia”, conclui. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MARCIA ROSANE STIVAL
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FONTE: Márcia Stival Assessoria