Trilhas paulistanas

Sustentabilidade

Por Renato Nalini
2 3 Min

Domínio Público

         São Paulo não é só concreto, ferro, aço e vidro. É também verde. Mais verde do que se pensa. A maior cidade brasileira, a capital dos paulistas, tem trilhas disponíveis para quem queira percorrê-las.
         Por que se recomenda o passeio das trilhas?
         É a prática de uma atividade física, a integração em um grupo, aquietar a mente, respirar ar puro, observar a vegetação, apreciar uma cachoeira. Há um pouco de tudo envolvido e o melhor é que tudo faz bem para a alma. Trilhas existem nas glebas ainda preservadas, e não restam muitas na gigantesca metrópole que se formou no Planalto de Piratininga.
         Ajuda ainda a conscientizar as pessoas de que a proteção dos ecossistemas é uma urgência universal, diante das ameaças provindas do cataclismo climático. Uma APA – Área de Proteção Ambiental, protege remanescentes da Mata Atlântica e ao visitá-la, tem-se uma boa ideia da riqueza da biodiversidade do nosso bioma e do quanto ele já foi destruído por inclemência ou ignorância, ou por um combo em que as duas atuam conjuntamente. 
         Na Zona Leste, que muitos consideram região árida e desprovida de verde, existe uma Trilha recentemente inaugurada: a Trilha dos Guaianás. São doze quilômetros na APA – Área de Proteção Ambiental Parque e Fazenda do Carmo. O nome da trilha refere as raízes do povo indígena que habitou a região da Serra do Mar: os Guaianás, que também deram origem ao bairro Guaianases.
         A trilha tem o máximo de altitude em 860 metros, é toda sinalizada e, para percorrê-la, reserve ao menos quatro horas. Existe até um guia para quem se interessar: Mosaico de Trilhas da APA do Carmo, desenvolvido pelo SESC em parceria com a Fundação Florestal. Procure obter maiores detalhes e curta essa nova atração turístico-ecológica paulistana.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.    

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