Redes sociais impulsionam a Venda Direta: 80% dos revendedores relatam vendas pelo WhatsApp e 71,3% pelas mídias sociais

Setor de Vendas Diretas tem 3 milhões de empreendedores que fazem do celular sua principal ferramenta

Por LARISSA NEIVA | DEZOITOCOM PR
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Foto: Freepik

 

O celular deixou de ser apenas um meio de comunicação para se tornar a principal ferramenta de atuação de milhões de brasileiros. No setor de Vendas Diretas, essa realidade já faz parte da rotina do mercado: cerca de 80% dos empreendedores afirmam utilizar o WhatsApp para realizar vendas, enquanto 71,3% apontam as mídias sociais como canal de comercialização, geralmente combinadas com o atendimento presencial, citado por 46,4% dos revendedores. Os dados são da pesquisa do perfil do empreendedor, realizada pela CVA, em parceria com a ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas).

O setor movimentou aproximadamente R$ 50 bilhões em 2024, com crescimento de 6,3%, impulsionado por uma força de vendas de cerca de 3 milhões de empreendedores que encontram nas redes sociais um espaço completo para construir negócios.

O boom das redes sociais como espaço de negócios

A popularização de smartphones e a familiaridade da população brasileira com aplicativos como WhatsApp, Instagram e TikTok criaram um cenário inédito para o empreendedorismo. Diferente do e-commerce tradicional, onde a transação é impessoal, as vendas diretas pelas redes sociais mantêm o elemento humano: a construção do relacionamento e confiança entre vendedor e cliente.

Stories espontâneos, vídeos curtos mostrando resultados de produtos, mensagens personalizadas e acompanhamento pós-venda transformaram a dinâmica. O empreendedor não é mais apenas um intermediário, ele é consultor, influenciador e, muitas vezes, a própria vitrine do produto.

Essa democratização do empreendedorismo permite que qualquer pessoa com um celular em mãos inicie um negócio próprio, sem necessidade de ponto físico, grandes investimentos ou estruturas complexas. O investimento está na construção de presença digital e na capacidade de gerar conexão.

Da tela para a vida real

Antônio Francisco Teixeira de Melo Neto, 20 anos, de Mossoró (RN), representa essa nova geração. Distribuidor independente da Herbalife, ele começou no negócio aos 18 anos inspirado pela tia e encontrou nas redes sociais um canal onde consegue se expressar de forma autêntica.

“Quando fiz minha primeira venda pelo celular, fiquei muito feliz. No começo achei até meio misterioso, mas logo percebi que ali tinha uma grande oportunidade. Entendi que eu poderia falar com várias pessoas ao mesmo tempo, alcançar mais gente. Algo que seria mais difícil só no atendimento presencial”, conta.

Sua estratégia não é postar apenas produtos, mas aparecer. “Faço meus stories sempre de forma bem natural, nada robotizado. Mostro a prática, o dia a dia, os resultados, falo com alegria. Trago feedbacks de clientes, provas reais. As pessoas veem que é real”, explica Antônio.

O diferencial que ele identifica é simples: “No site, a pessoa encontra a informação. Comigo, ela encontra conexão.” Essa conexão se traduz em acompanhamento personalizado, pós-venda atencioso e relacionamento de longo prazo.

O futuro do setor

A predominância das redes sociais nas vendas diretas mostra como o setor opera hoje. O celular concentra funções como comunicação com clientes, apresentação de produtos, acompanhamento de pedidos e relacionamento pós-venda em um único canal.

“As redes sociais ampliam o alcance do contato entre revendedores e consumidores e facilitam a comunicação no dia a dia, sem perder o vínculo próximo que sempre caracterizou as vendas diretas”, afirma Adriana Colloca, presidente da ABEVD.


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