Pesquisa Serasa Experian: candidatos a estágio ampliam preparo técnico e mostram mudanças no perfil da nova geração

Por JULIA BISPO
3 5 Min

Pesquisa Serasa Experian: candidatos a estágio ampliam preparo técnico e mostram mudanças no perfil da nova
Divulgação

·      83,5% dos estudantes declaram possuir nível intermediário ou avançado de conhecimento em pacote Office;

·      Participação de candidatos entre 25 e 34 anos cresceu de 26% para 27,7% da base analisada;

·      Percentual de candidatos sem conhecimento de inglês caiu de 8,1% para 6%.
 

O perfil dos candidatos a estágio no Brasil vem passando por mudanças nos últimos anos, com avanço gradual em competências ligadas à preparação profissional e crescimento da participação de estudantes mais velhos na busca pela primeira oportunidade ou transição de carreira. Levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, que analisou mais de 26 mil cadastros de candidatos interessados em seu programa de estágio, mostra evolução em habilidades técnicas e mudanças no perfil dos jovens que ingressam no mercado de trabalho.

 

O estudo mostrou que os candidatos a estágio chegam ao mercado com ampla familiaridade com ferramentas básicas de produtividade digital. Na base analisada, 83,5% dos respondentes declararam possuir nível intermediário ou avançado de conhecimento em pacote Office. Na comparação com o mesmo período de 2024, o percentual de estudantes com nível avançado passou de 31,1% para 32,7%.



A pesquisa também identificou evolução gradual no domínio do inglês entre os candidatos. O percentual de estudantes com conhecimento intermediário, avançado ou fluente passou de 54,9% para 58,1%, enquanto aqueles que afirmam não possuir conhecimento do idioma recuaram de 8,1% para 6%.



 

Para Fernanda Guglielmi, gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, os dados mostram uma geração cada vez mais preocupada em ampliar sua preparação para o mercado de trabalho. “O início da carreira hoje envolve uma preparação muito mais ampla do que há alguns anos. Além da formação acadêmica, vemos os candidatos investindo em competências práticas ligadas ao dia a dia do trabalho, como ferramentas digitais, organização, comunicação, colaboração e adaptação ao ambiente corporativo. O inglês continua sendo uma habilidade importante, mas os jovens também entendem que, nesse momento da trajetória profissional, habilidades mais aplicadas à rotina corporativa acabam ganhando prioridade”, afirma.

 

Cresce participação de candidatos acima dos 25 anos

O levantamento da datatech também identificou mudanças no perfil etário dos candidatos a estágio. A participação de estudantes entre 25 e 34 anos passou de 26% para 27,7% da base analisada, enquanto a faixa entre 35 e 44 anos cresceu de 4% para 5,1%. Confira o detalhamento completo na tabela abaixo:


Segundo Fernanda, esse movimento mostra uma mudança importante na forma como o estágio vem sendo percebido pelos profissionais. “Os programas de estágio passaram a atrair perfis mais diversos do que há alguns anos. Hoje vemos profissionais buscando o estágio não apenas como porta de entrada para o mercado, mas também como oportunidade de aprendizado, atualização profissional e mudança de carreira. Cada vez mais vemos pessoas buscando se reinventar e desenvolver novas competências ao longo da trajetória profissional”, afirma a gerente da datatech.

 

Desenvolvimento early career acompanha mudanças no perfil dos candidatos

O crescimento da participação de candidatos acima dos 25 anos também reflete mudanças na forma como os programas de estágio e desenvolvimento vêm sendo percebidos no mercado. Além de jovens em busca da primeira experiência profissional, cresce a presença de profissionais que utilizam o estágio como caminho para requalificação, transição de carreira e entrada em novas áreas, especialmente ligadas à tecnologia e transformação digital.

Na Serasa Experian, as iniciativas de early career acompanham esse movimento, com trilhas de desenvolvimento voltadas a tecnologia, dados e metodologias ágeis, além de plataformas de aprendizagem, mobilidade interna e ferramentas de desenvolvimento profissional disponíveis para os colaboradores. “Cada vez mais vemos profissionais buscando se reinventar e desenvolver novas competências ao longo da trajetória profissional. Isso faz com que os programas de desenvolvimento precisem acompanhar diferentes perfis e momentos de carreira, criando ambientes que incentivem aprendizado contínuo e crescimento profissional”, conclui Fernanda.

 

Metodologia

O levantamento foi realizado a partir da análise de 26.638 cadastros de candidatos interessados em programas de estágio na base da Serasa Experian. Para identificar mudanças no perfil desses profissionais, foram comparados dados coletados entre maio e junho de 2025 e o mesmo período de 2024 (base de 32.655). As informações analisadas, como nível de inglês, idade, gênero e área de estudo, são autodeclaradas pelos próprios candidatos no momento do cadastro na plataforma.


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JULIA BISPO DO NASCIMENTO
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