Economia circular redefine o design de interiores e impulsiona projetos mais sustentáveis

Reaproveitamento de materiais, combate ao greenwashing e soluções de baixo impacto ambiental colocam a sustentabilidade no centro do design de interiores

Por THAILIZE OLIVEIRA
1 5 Min

Economia circular redefine o design de interiores e impulsiona projetos mais sustentáveis
iStock (Galeanu Mihai)
 

Projetar ambientes elegantes já não é suficiente. Cada vez mais, consumidores e profissionais buscam soluções capazes de reduzir impactos ambientais sem abrir mão da estética, do conforto e da funcionalidade. Nesse cenário, a economia circular vem transformando o design de interiores ao incentivar a reutilização de materiais, a especificação consciente de produtos e o planejamento de espaços mais duráveis e eficientes.

Mais do que uma tendência, essa mudança acompanha um novo comportamento de consumo, no qual fatores como a origem dos materiais, a durabilidade dos produtos e a possibilidade de reutilização passaram a influenciar as decisões de quem reforma, constrói ou decora.

"A economia circular muda a forma como pensamos um projeto de interiores. Não basta escolher um material apenas pela aparência ou pela funcionalidade. É preciso considerar sua origem, como foi produzido, quanto tempo irá durar e qual será seu destino após o uso. Hoje, projetar de forma responsável é uma necessidade do mercado", explica Cauê Duarte Costa, docente e tutor do curso Técnico em Design de Interiores do Senac EAD

Uma das práticas que simbolizam essa transformação é o upcycling, técnica que reaproveita móveis e objetos para criar novas funções e composições. Além de reduzir o descarte de resíduos, a estratégia agrega identidade aos ambientes e permite desenvolver projetos exclusivos sem aumentar o consumo de novos recursos.

Na escolha dos materiais, opções como madeira certificada, bambu, cortiça, tintas com baixo teor de compostos orgânicos voláteis (COV) e revestimentos produzidos a partir de materiais reciclados vêm conquistando espaço. Sempre que possível, a preferência por fornecedores locais também ajuda a diminuir os impactos relacionados ao transporte.

O especialista ressalta que a sustentabilidade vai além da seleção dos materiais. Aproveitar melhor a iluminação natural, reduzir a necessidade de demolições, planejar ambientes flexíveis e especificar soluções de fácil manutenção são decisões que diminuem o desperdício e prolongam a vida útil dos espaços.

"Boas escolhas de projeto geram benefícios ambientais, mas também econômicos. Um ambiente bem planejado reduz desperdícios na execução, facilita futuras adaptações e pode diminuir os custos de manutenção ao longo do tempo", destaca o docente.

Com o aumento da oferta de produtos sustentáveis, também cresce a necessidade de identificar práticas de greenwashing - estratégia em que empresas utilizam apelos ambientais ou fazem alegações enganosas para transmitir uma imagem de sustentabilidade que não corresponde às suas práticas reais. Para evitar esse problema, a recomendação é buscar materiais certificados, verificar a origem dos produtos e priorizar fabricantes que apresentem informações claras e transparentes sobre seus processos produtivos. 

Essa nova forma de projetar também está presente na formação dos futuros profissionais. No curso Técnico em Design de Interiores do Senac EAD, a sustentabilidade integra todo o processo de aprendizagem. Os estudantes desenvolvem competências para especificar materiais, aplicar princípios da economia circular, do design biofílico e da ergonomia, criando projetos alinhados às novas demandas do mercado e às práticas responsáveis que vêm transformando o setor.

"Mais do que acompanhar tendências, o designer de interiores precisa desenvolver soluções que conciliam qualidade estética, funcionalidade e responsabilidade ambiental. Essa visão faz parte da formação e prepara profissionais para um mercado cada vez mais consciente", conclui o docente.


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Julho/2026


 

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THAILIZE SILVA OLIVEIRA
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FONTE: Assessoria de Imprensa
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