Reduzir a conta de energia e avançar nas metas de descarbonização, sem a necessidade de investir antecipadamente em infraestrutura própria, deixou de ser uma possibilidade restrita a grandes empresas. Com o passar dos anos, o Mercado Livre de Energia permitiu que organizações de diferentes setores passassem a negociar preço, prazo, período de fornecimento e origem da energia contratada, inclusive de fontes renováveis.
Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade responsável pela comercialização e contabilização de energia no setor elétrico brasileiro, esse ambiente reúne atualmente mais de 90 mil empresas e consumidores e responde por cerca de 42% do consumo de eletricidade no país. A tendência é de nova expansão com a Lei nº 15.265/2025, que prevê a abertura do mercado aos consumidores de baixa tensão a partir do fim de 2027 para comércio e indústria e, posteriormente, em 2028 para o segmento residencial.
Para William Espanhol, Diretor Comercial da Erco Energia, empresa de energia limpa, econômica e digital que já atendeu mais de 3.500 clientes na América Latina, a gestão energética passou a ocupar uma posição estratégica dentro das empresas. “A energia deixou de ser apenas uma linha de custo e passou a fazer parte da agenda de competitividade e sustentabilidade. No Mercado Livre, a empresa pode buscar economia, previsibilidade e contratação de energia renovável sem precisar construir uma usina própria ou fazer grandes investimentos antecipados. É uma mudança na forma de comprar energia, com impacto direto no caixa e nos compromissos ESG”, afirma.
O crescimento do setor também reflete uma mudança no perfil das empresas que passaram a acessar esse ambiente de contratação. Segundo estudo da CCEE sobre o perfil das migrações em 2025, os segmentos de serviços e comércio lideraram as entradas no Mercado Livre, com 6.478 e 3.945 novos consumidores, respectivamente. Esses dados mostram que a migração deixou de ser uma estratégia restrita a grandes indústrias e passou a alcançar empresas de serviços, varejo e outros setores intensivos em consumo de energia.
Ao mesmo tempo, a agenda ESG tem ampliado a busca por rastreabilidade da energia consumida. Além da contratação de energia renovável, empresas têm utilizado certificados como os I-RECs para comprovar o consumo de energia limpa e apoiar a redução das emissões de Escopo 2, relacionadas à energia adquirida. Segundo dados do Instituto Totum, emissor local do sistema I-REC no Brasil, o país emitiu 64 milhões de certificados em 2025, reforçando a conexão entre gestão energética, comprovação ambiental e metas corporativas de descarbonização.
Para William, o avanço do Mercado Livre mostra que a decisão de migrar passou a envolver tanto o financeiro quanto a governança ambiental das empresas. “O perfil de quem busca o Mercado Livre mudou. Antes, a conversa era quase sempre sobre economia na conta de energia. Hoje, muitas empresas querem também previsibilidade, rastreabilidade e comprovação da origem renovável da energia consumida. Isso transforma a gestão energética em uma ferramenta prática para reduzir custos, apoiar relatórios de sustentabilidade e dar mais consistência às metas ESG”, conclui.
Sobre a Erco Energia
Fundada em 2012, a Erco Energia é uma empresa colombiana especializada em soluções energéticas sustentáveis. Presente na Colômbia, Panamá, Estados Unidos e Brasil, a companhia oferece um portfólio que inclui comercialização de energia no Mercado Livre, armazenamento de energia (BESS), gestão energética e outras soluções voltadas à transição energética. Seu propósito é apoiar empresas na redução de custos com energia, na descarbonização de suas operações e na construção de um futuro mais eficiente e sustentável. Acesse: https://erco.energy/br
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IAGO AQUILA MONTEIRO DE ALMEIDA
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