IA impulsiona mudança na graduação e acelera adoção de novos modelos de ensino

Uso crescente da Inteligência Artificial, preocupação com o excesso de telas e demanda do mercado por competências humanas levam universidades a rever metodologias, avaliações e experiências acadêmicas

Por ANA ELISA IMPRENSA
2 3 Min

IA impulsiona mudança na graduação e acelera adoção de novos modelos de ensino
Divulgação FIA
A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar um dos principais motores das transformações no ensino superior. Cada vez mais presente na rotina acadêmica, a tecnologia está levando universidades a reverem metodologias, modelos de avaliação e a própria experiência de aprendizagem, em um movimento que reposiciona o papel da graduação diante das novas demandas do mercado de trabalho. 
 
Segundo Isis Koelle, professora e coordenadora da graduação da FIA Business School, a incorporação da Inteligência Artificial não reduz a importância da experiência universitária presencial — pelo contrário. "A IA amplia o acesso à informação, mas é na interação entre professores e alunos que se desenvolvem competências como pensamento crítico, criatividade, capacidade de argumentação, liderança e tomada de decisão. O desafio das instituições passa a ser ensinar o estudante a utilizar a tecnologia de forma estratégica, sem substituir o processo de construção do conhecimento." 

 
Além de transformar a forma de ensinar, a IA também deve alterar o perfil profissional buscado pelas empresas. Em um cenário em que o acesso à informação tende a se tornar cada vez mais automatizado, competências como pensamento crítico, capacidade analítica, ética, comunicação, adaptabilidade e visão estratégica passam a ser diferenciais competitivos para os futuros profissionais. 
 
"Se antes o diferencial competitivo estava no domínio da informação, agora ele passa a estar na capacidade de interpretá-la, questioná-la e transformá-la em decisões. As empresas vão buscar profissionais que saibam trabalhar em parceria com a Inteligência Artificial, mas que tenham repertório, visão crítica e discernimento para gerar valor a partir dela. É exatamente esse tipo de competência que a graduação precisa desenvolver", afirma Isis. 
 
Diante desse cenário, a graduação tende a se tornar mais personalizada e flexível, mas também mais focada no desenvolvimento humano. Para Isis Koelle, a formação universitária do futuro não será definida apenas pelo domínio das tecnologias, mas pela capacidade de preparar profissionais que saibam interpretar informações, tomar decisões e colaborar em um ambiente cada vez mais mediado pela Inteligência Artificial. 
 

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ANA ELISA TEIXEIRA MARTINS
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