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03/01/2020 às 09h05min - Atualizada em 03/01/2020 às 09h05min

Governo estuda programa de financiamento de cursos de Medicina junto ao Banco do Nordeste

Informação foi confirmada pelo deputado federal José Rocha (PL-BA) durante entrevista ao Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole

- Por Matheus Simoni
Fonte: metro1


O governo federal pode abrir uma possibilidade de financiamento dos cursos de Medicina na Bahia através de um programa junto ao Banco do Nordeste. A informação foi confirmada pelo deputado federal José Rocha (PL-BA) durante entrevista ao Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole na manhã de hoje (3).

Segundo ele, representantes de uma associação de pais de alunos do curso de Medicina apresentaram possibilidades de um financiamento para viabilizar as matrículas. Em média, de acordo com o parlamentar, os preços chegam a exorbitantes R$ 9 mil na média.

"Nós temos, não só na Bahia, mas no Brasil, vários jovens com sonhos de passar no vestibular de Medicina, mas que não conseguem se matricular por falta de condições financeiras. Isso tem levado os pais ao desespero e a contrair dívidas, além de casos de tentativas de suicídio por não poder ter a oportunidade de ver o sonho de sua filha se transformar em realidade", argumentou. 

Rocha declarou que apresentou a proposta ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, e ao presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, no sentido de criar uma linha de crédito, a exemplo do que existe hoje na área do agronegócio. A medida visa a apresentação de um bem-garantia, que possibilita o financiamento para exercer aquela atividade. "Seria, no caso do estudante de Medicina, o pai daria um bem-garantia e o Banco do Nordeste, através do fundo constitucional, pagaria a escola. O aluno, ao se formar, teria uma carência de oito anos para iniciar o pagamento desse financiamento em determinados anos", disse o deputado.

Ainda há empecilhos na legislação que impedem a formalização da nova medida. No entanto, na avaliação do deputado, a demanda pode destravar nos próximos meses. "O que está pegando é que, na lei, existe uma alínea que coloca o agente financiador, no caso do banco, e a entidade mantenedora, no caso da escola, como risco no financiamento hoje existente. O que precisa se solucionar é retirar esse risco dos agentes e que passa a ser do pai do aluno através do bem dado em garantia. Acredito que agora vamos conseguir atender a essa demanda", finalizou. 

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